sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Bolivianos trabalhavam em condições semelhantes à escravidão

Fiscais do Ministério do Trabalho flagraram fornecedores da marca de roupas Zara explorando bolivianos em condições análogas à escravidão em três confecções no Estado de São Paulo.

De acordo com a SRTE/SP (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo), três fornecedores foram alvo da investigação --duas na capital paulista e uma em Americana (127 km de SP).

As duas oficinas da capital --de propriedade de bolivianos, mas que, segundo a SRTE, era de responsabilidade da Zara-- tinham, ao todo, 15 funcionários e foram fechadas pela SRTE.

Os 15 trabalhadores receberam uma indenização conjunta no valor de R$ 140 mil.

Em uma das oficinas, os fiscais chegaram a encontrar uma adolescente de 14 anos trabalhando. Ela só podia sair da oficina, que também servia como moradia, após autorização da chefia do local.

"A conclusão é que o único responsável por essas duas oficinas era a Zara, pois esses trabalhadores só produziam peças destinadas à empresa, seguindo os padrões dela", afirmou o auditor Luís Alexandre de Faria, do Ministério do Trabalho.

Segundo ele, o caso pode ser encaminhado ao Ministério Público.

De acordo com Faria, essas oficinas, que funcionavam há dois anos, receberam 48 autuações por infrações como excesso de jornada, falta de pagamento de férias e ausência de descanso semanal.

AMERICANA
O caso foi descoberto após a denúncia de irregularidades em uma oficina de Americana, que prestava serviços à Zara, em maio. Lá, foram encontrados cerca de 50 bolivianos submetidos a jornadas superiores a 14 horas diárias e confinados em moradias precárias e sem higiene.

Essa oficina era subcontratada pela Zara e não trabalhava exclusivamente para a empresa. Os responsáveis assinaram um termo de ajustamento de conduta para continuar operando.

OUTRO LADO
Procurada pela Folha, a Inditex, controladora espanhola da Zara, reconheceu por meio de um comunicado a irregularidade nos fornecedores.

A rede afirmou que, ao ter conhecimento dos fatos, exigiu que o fornecedor responsável pela terceirização não autorizada regularizasse a situação "imediatamente".

A empresa também disse que conta com cerca de 50 fornecedores fixos, que somam mais de 7.000 colaboradores, e que possui um sistema de auditoria anual das condições de trabalho em seus fornecedores.

Fonte: Folha.com por Felipe Vanini Bruning e Márcio Neves.


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Parceria UFRGSMUN 2011

Nesta semana, o GAIRE fechou uma parceria com o UFRGS Model United Nations 2011 por entender que tanto o UFRGSMUN quanto o GAIRE promovem a defesa dos direitos humanos e o diálogo intercultural, além de outros valores essenciais no mundo de hoje.

O UFRGSMUN é uma simulação acadêmica em que os participantes agem como representantes diplomáticos de variados países em um dos vários organismos da ONU que são simulados durante o evento. É um projeto focado no debate, em inglês, dos mais relevantes temas da agenda internacional dentro e fora das Nações Unidas, com o objetivo de entender como se alcançam novas soluções através da troca de pontos de vista diferentes.

Este ano o UFRGSMUN acontece do dia 2 ao dia 6 de novembro no hotel Plaza São Rafael em Porto Alegre. As inscrições já estão abertas no site http://www.ufrgs.br/ufrgsmun Dúvidas podem ser tiradas no site mesmo ou através do email ufrgsmun@gmail.com.

Confiram o vídeo do evento: