segunda-feira, 27 de junho de 2011

Imagens mostram a situação de crianças refugiadas

Para dar atenção ao Dia Mundial do Refugiado, ocorrido em 20 de junho, o jornal espanhol El País publicou em seu site uma série de fotos que retratam crianças que vivem em campos de refugiados na Turquia, no Afeganistão, no Quênia e na Índia. Segundo informações da ONU, em 2010 foram registrados cerca de 15.500 pedidos de asilo em nome de crianças, sendo a maioria delas provenientes da Somália e do Afeganistão.

Outro dado interessante levantado diz respeito aos lugares de destino dos refugiados: 80% das 43,7 milhões de pessoas deslocadas em todo o mundo são acolhidas por países em desenvolvimento (como Paquistão, Irã e Síria), e menos de 2% são recebidas por Estados europeus.

Para ver as fotos, clique aqui.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Migrantes procuram benefícios de refugiados

Os haitianos querem ser reconhecidos como refugiados. Com isso, teriam direito a receber auxílio de todos os programas das Nações Unidas. Mas a ONU não prevê esse status para pessoas desalojadas por desastres naturais.

Para evitar que morram de fome, o governo brasileiro adotou uma solução intermediária: nega a condição de refugiados aos haitianos, mas concede a eles visto humanitário. Isso lhes dá direito a usar o Sistema Único de Saúde (SUS), ter um CPF e Carteira de Trabalho. Muitos insistem em querer ser refugiados e recebem um protocolo, pedindo que voltem em 90 dias para ver o resultado do pedido.

– O problema é que a maioria não volta a entrar em contato. Apenas ingressam no Brasil e somem do mapa, virando clandestinos – contou uma fonte do Acnur.

Oficialmente, o Comitê Nacional de Refugiados recebeu 1.377 pedidos de haitianos que desejam status de refugiados. A estimativa, porém, é de que até 3 mil já ingressaram no país. A boa receptividade mostrada pelos brasileiros não encontra contrapartida nos países vizinhos.

Cerca de 30 homens e mulheres haitianos passam fome em Iñapari, capital da província de Tahuamanu, no Peru, enquanto aguardam pela oportunidade de acesso ao território brasileiro. Os imigrantes são profissionais, principalmente pedreiros, que querem trabalhar no Brasil para ajudar os familiares. Na verdade, estão dispostos a ir para qualquer país que ofereça oportunidade de trabalho, para garantir o sustento diário e apoiar quem ficou no Haiti. Todos estão na faixa etária de 20 a 30 anos. A maioria é composta de trabalhadores braçais e carpinteiros, mas aparecem também técnicos agrícolas, mecânicos e até teólogos. Falam um francês arrevesado e apenas arranham o espanhol e o inglês.

Na visita a Epitaciolândia, o deputado Paulo Pimenta falou com vários haitianos. O mestre de obras Pierre Luz lhe explicou por que veio ao país:

– Sempre fomos fanáticos pelo futebol brasileiro e o haitiano sempre teve o pensamento do Brasil como um país disponível. Estamos aqui para trabalhar, buscar “plata”, regressar ao nosso país, tirar a família debaixo da lama e construir uma casa.

Fonte: Diário Catarinense - ClicRBS

Being a refugee

UNHCR (ANCUR) lançou uma série de vídeos em que refugiados falam sobre o que e como é ser um refugiado. Muito legais os vídeos. Confiram o trailer:

terça-feira, 7 de junho de 2011

Mais da metade dos estrangeiros reassentados no país estão distribuídos no Rio Grande do Sul

Dos 430 refugiados que vieram para o Brasil, 220 tiveram o Estado como destino

Léo Gerchmann | leo.gerchmann@zerohora.com.br

Dados recentes do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) mostram que, dos 430 refugiados reassentados no Brasil, 220 – mais da metade – estão distribuídos em 15 municípios do Rio Grande do Sul.

Trata-se de pessoas que se viram obrigadas a deixar seus países e que, depois, não se adaptaram ao país para onde foram, tendo de escolher um terceiro lar – e o Estado tem se tornado um polo a atraí-las.

O universo total de refugiados no Brasil é de 4.401 (3.971 pessoas que têm no país seu primeiro destino e 430 reassentados). Desse número de 3.971, porém, não há uma apuração com a distribuição exata. De qualquer forma, também nesse universo mais amplo, o Rio Grande do Sul apareceria com destaque, ladeando Rio de Janeiro e São Paulo.

E um detalhe importante: se você é neto de pessoas que vieram ao Brasil fugindo de perseguições, saiba que, tecnicamente, esse seu ascendente não é imigrante – ele é refugiado, nomenclatura usada pelo Acnur apenas a partir de 1951.

O diagnóstico é que o Estado, ao mesmo tempo em que abriga manifestações isoladas de racismo, tem, no coletivo, um sentimento de receptividade e compreensão quanto aos anseios de quem chega disposto a produzir e ser assimilado.


— O Rio Grande do Sul tem sido o Estado mais acolhedor e sensível a questões de fundo político que afastam as pessoas de seus lares. Porto Alegre é considerada uma “cidade solidária”. O exemplo mais significativo é o dos palestinos que, certa vez, flagrados fazendo compras em um supermercado, foram aplaudidos.

Essa solidariedade é importante – assinala, em resposta a Zero Hora, por videoconferência, o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, que preside o Comitê Nacional para Refugiados (Conare).