RIO - A Secretaria Estadual da Educação de São Paulo disse, em nota oficial, que vai investigar a denúncia de bullying contra alunos imigrantes da Bolívia na escola estadual Padre Anchieta, no Brás, região central de São Paulo. Segundo a reportagem do jornal Folha de S.Paulo, os bolivianos teriam que pagar um "pedágio" aos brasileiros para não apanhar. A escola está localizada no bairro de São Paulo em que vivem milhares de imigrantes bolivianos. Muitos deles trabalham em confecções da região.
De acordo com a Secretaria Estadual da Educação, uma comissão de supervisores foi enviada para investigar se houve omissão da direção da escola Padre Anchieta e poderá exonerar a diretora do cargo se o problema for confirmado.
Alunos e professores da escola afirmam que as agressões ocorrem pelo menos desde 2008. A escola tem 2.421 alunos nos ensinos fundamental e médio. Segundo a direção, metade é de imigrantes ou filhos de estrangeiros. Além de bolivianos, que são a maioria, há paraguaios, peruanos, chineses, coreanos, angolanos e nigerianos.
Para evitar agressões a Secretaria de Educação criou a figura do mediador que trabalha dentro da escola e junto com a sociedade para diminuir e erradicar o vandalismo a discriminação e a violência do espaço de aprendizado.
FONTE: OGLOBO
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Israel permite entrada de 20 carros na Faixa de Gaza depois de três anos
Pela primeira vez desde o bloqueio que impôs à Faixa de Gaza em 2007, Israel permitiu, nesta segunda-feira, a entrada de vinte carros encomendados por palestinos da região.
A medida faz parte do relaxamento parcial do bloqueio, implementado pelas autoridades israelenses nos últimos meses, desde a onda de protestos internacionais gerada pelo ataque à flotilha turca em maio.
Vinte veículos, alguns novos e outros usados, entraram na Faixa de Gaza, pelo ponto de checagem de Kerem Shalom, na manhã desta segunda-feira.
Parte dos carros servirá como táxis, depois que nos últimos três anos, por falta de veículos, a população passou a usar charretes movidas por burros ou cavalos ou carroças atreladas a motocicletas como meios de transporte.
Nesses anos, os únicos veículos que os palestinos conseguiram importar para a Faixa de Gaza foram desmontados e levados por intermédio de túneis escavados entre a cidade de Rafah, no sul da região, e o território egípcio.
Materiais de construção
Na semana passada, o governo israelense também anunciou a passagem de 250 toneladas de materiais de construção para reconstruir o sistema de esgotos no bairro de Sheikh Ajlin, no centro da Faixa de Gaza.
No entanto, segundo a ONG de direitos humanos israelense Gisha (Acesso, em tradução livre), o bloqueio israelense à Faixa de Gaza continua sendo significativo e o relaxamento "é muito pequeno em relação às necessidades da população".
De acordo com a Gisha, apesar do relaxamento do bloqueio pelas autoridades israelenses, a quantidade de mercadorias cuja passagem para Gaza é permitida significa menos de 30% das necessidades da população, e o volume de combustível que entra na região é cerca de um quarto das necessidades.
A Agência de Refugiados das Nações Unidas, UNRWA, rejeitou 40 mil alunos que queriam estudar em suas escolas, por falta de salas de aula.
Segundo a agência, faltam cem escolas na Faixa de Gaza, e para construí-las, é necessária uma grande quantidade de materiais de construção cuja entrada Israel não permite.
Razões de segurança
O nível das escolas da ONU é considerado melhor do que as escolas da Autoridade Palestina, controladas pelo governo do Hamas desde que o grupo tomou à força o controle da Faixa de Gaza em junho de 2007.
Nas escolas de Gaza, a falta de salas de aula é tão grande que os alunos estudam em dois turnos, em média 50 alunos em cada classe.
Várias escolas utilizam contêineres como salas de aula e três alunos, em vez de dois, sentam em cada banco.
O governo israelense afirma que a proibição à entrada de materiais de construção na Faixa de Gaza decorre de razões de segurança, pois, segundo porta-vozes oficiais, o Hamas poderia utilizar os materiais para fins militares.
Segundo vários analistas locais, o principal objetivo do bloqueio é abalar a força politica do Hamas, piorando as condições de vida da população.
No entanto, depois de três anos de bloqueio quase hermético, aparentemente esse objetivo não foi alcançado e não houve um levante da população de Gaza contra o governo do Hamas.
FONTE: BBC Brasil
A medida faz parte do relaxamento parcial do bloqueio, implementado pelas autoridades israelenses nos últimos meses, desde a onda de protestos internacionais gerada pelo ataque à flotilha turca em maio.
Vinte veículos, alguns novos e outros usados, entraram na Faixa de Gaza, pelo ponto de checagem de Kerem Shalom, na manhã desta segunda-feira.
Parte dos carros servirá como táxis, depois que nos últimos três anos, por falta de veículos, a população passou a usar charretes movidas por burros ou cavalos ou carroças atreladas a motocicletas como meios de transporte.
Nesses anos, os únicos veículos que os palestinos conseguiram importar para a Faixa de Gaza foram desmontados e levados por intermédio de túneis escavados entre a cidade de Rafah, no sul da região, e o território egípcio.
Materiais de construção
Na semana passada, o governo israelense também anunciou a passagem de 250 toneladas de materiais de construção para reconstruir o sistema de esgotos no bairro de Sheikh Ajlin, no centro da Faixa de Gaza.
No entanto, segundo a ONG de direitos humanos israelense Gisha (Acesso, em tradução livre), o bloqueio israelense à Faixa de Gaza continua sendo significativo e o relaxamento "é muito pequeno em relação às necessidades da população".
De acordo com a Gisha, apesar do relaxamento do bloqueio pelas autoridades israelenses, a quantidade de mercadorias cuja passagem para Gaza é permitida significa menos de 30% das necessidades da população, e o volume de combustível que entra na região é cerca de um quarto das necessidades.
A Agência de Refugiados das Nações Unidas, UNRWA, rejeitou 40 mil alunos que queriam estudar em suas escolas, por falta de salas de aula.
Segundo a agência, faltam cem escolas na Faixa de Gaza, e para construí-las, é necessária uma grande quantidade de materiais de construção cuja entrada Israel não permite.
Razões de segurança
O nível das escolas da ONU é considerado melhor do que as escolas da Autoridade Palestina, controladas pelo governo do Hamas desde que o grupo tomou à força o controle da Faixa de Gaza em junho de 2007.
Nas escolas de Gaza, a falta de salas de aula é tão grande que os alunos estudam em dois turnos, em média 50 alunos em cada classe.
Várias escolas utilizam contêineres como salas de aula e três alunos, em vez de dois, sentam em cada banco.
O governo israelense afirma que a proibição à entrada de materiais de construção na Faixa de Gaza decorre de razões de segurança, pois, segundo porta-vozes oficiais, o Hamas poderia utilizar os materiais para fins militares.
Segundo vários analistas locais, o principal objetivo do bloqueio é abalar a força politica do Hamas, piorando as condições de vida da população.
No entanto, depois de três anos de bloqueio quase hermético, aparentemente esse objetivo não foi alcançado e não houve um levante da população de Gaza contra o governo do Hamas.
FONTE: BBC Brasil
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Ascensão da extrema direita na Suécia é 'clara rejeição' às políticas de imigração do governo
ESTOCOLMO - A ascensão histórica da extrema direita nas eleições parlamentares suecas é uma "resposta clara de rejeição às políticas de imigração do país", tradicionalmente tolerante aos estrangeiros, afirmou nesta segunda-feira à CNN o líder do partido Democratas da Suécia. Segundo Jimmie Akesson, 31 anos, o resultado é parte de uma onda de vitórias de partidos anti-imigração na Europa como um todo.
- Toda a Europa enfrenta grandes problemas por causa da imigração em massa e, claro, as pessoas estão se tornando mais e mais frustradas em vários países. Isso se confirma pelos resultados das eleições deste fim de semana - disse Akesson à rede de TV americana CNN.
Pela primeira vez na história da Suécia, um partido de extrema-direita da Suécia conquistou vagas no Parlamento - fazendo o bloco de centro-direita perder sua tradicional maioria . Os Democratas da Suécia elegeram 20 parlamentares e agora serão os fiéis da balança na política do país.
- Nós temos agora uma plataforma para a nossa ideologia, e isso é muito importante porque nós sabemos que temos uma grande oportunidade para conseguir ainda mais adeptos - disse Akesson, que nega que o partido defenda posições racistas.
A Suécia é um dos países da União Europeia que mais recebe imigrantes refugiados. Os imigrantes já representariam 14% da população do país.
Os jornais suecos viram a eleição como uma dramática guinada no país.
"É manhã de segunda-feira, e chega a hora de os suecos encontrarem uma nova imagem própria", escreveu o jornal Svenska Dagbladet. "Um governo de centro-direita sem maioria, uma Social Democracia destroçada, e um partido com raízes no extremismo de ultradireita detendo o equilíbrio do poder."
Já os investidores reagiram com tranquilidade ao impasse político, animados pelo fato de que o primeiro-ministro Fredrik Reinfeldt permanecerá no cargo e que as finanças públicas estão em ordem.
O primeiro-ministro sueco, Fredrik Reinfeldt, disse que sua coalizão não buscará uma aliança com a extrema-direita, cujas propostas foram qualificadas de racistas pelos adversários.
- Eu fui bem claro sobre como vamos lidar com esta situação incerta. Nós não vamos cooperar ou depender dos Democratas Suecos - disse o premier.
O primeiro-ministro havia dito que, em caso de resultado inconclusivo, ele aceitaria formar um governo minoritário, mas preferiria atrair o Partido Verde (centro-esquerda) para a coalizão. No entanto, os Verdes anunciaram nesta segunda-feira que não vão integrar o governo de centro-direita.
FONTE: oglobo
- Toda a Europa enfrenta grandes problemas por causa da imigração em massa e, claro, as pessoas estão se tornando mais e mais frustradas em vários países. Isso se confirma pelos resultados das eleições deste fim de semana - disse Akesson à rede de TV americana CNN.
Pela primeira vez na história da Suécia, um partido de extrema-direita da Suécia conquistou vagas no Parlamento - fazendo o bloco de centro-direita perder sua tradicional maioria . Os Democratas da Suécia elegeram 20 parlamentares e agora serão os fiéis da balança na política do país.
- Nós temos agora uma plataforma para a nossa ideologia, e isso é muito importante porque nós sabemos que temos uma grande oportunidade para conseguir ainda mais adeptos - disse Akesson, que nega que o partido defenda posições racistas.
A Suécia é um dos países da União Europeia que mais recebe imigrantes refugiados. Os imigrantes já representariam 14% da população do país.
Os jornais suecos viram a eleição como uma dramática guinada no país.
"É manhã de segunda-feira, e chega a hora de os suecos encontrarem uma nova imagem própria", escreveu o jornal Svenska Dagbladet. "Um governo de centro-direita sem maioria, uma Social Democracia destroçada, e um partido com raízes no extremismo de ultradireita detendo o equilíbrio do poder."
Já os investidores reagiram com tranquilidade ao impasse político, animados pelo fato de que o primeiro-ministro Fredrik Reinfeldt permanecerá no cargo e que as finanças públicas estão em ordem.
O primeiro-ministro sueco, Fredrik Reinfeldt, disse que sua coalizão não buscará uma aliança com a extrema-direita, cujas propostas foram qualificadas de racistas pelos adversários.
- Eu fui bem claro sobre como vamos lidar com esta situação incerta. Nós não vamos cooperar ou depender dos Democratas Suecos - disse o premier.
O primeiro-ministro havia dito que, em caso de resultado inconclusivo, ele aceitaria formar um governo minoritário, mas preferiria atrair o Partido Verde (centro-esquerda) para a coalizão. No entanto, os Verdes anunciaram nesta segunda-feira que não vão integrar o governo de centro-direita.
FONTE: oglobo
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Universidade federal abre vestibular exclusivo para refugiados
Responsável por organizar o primeiro vestibular específico para refugiados do país, em 2009, a UFSCAR (Universidade Federal de São Carlos), no interior de São Paulo, acaba de abrir as inscrições para o processo seletivo para ingresso de refugiados nos cursos de graduação em 2011.
Até o próximo dia 27 de setembro, os interessados devem encaminhar à Pró-Reitoria de Graduação (ProGrad) uma carta de manifestação de interesse, mencionando o curso pretendido. Também devem apresentar documentação comprobatória de conclusão de estudos equivalentes ao Ensino Médio (acompanhada de parecer de equivalência emitido por Secretaria de Estado de Educação, caso os estudos tenham sido realizados fora do Brasil) e documento expedido pelo Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE) que comprove sua situação de refugiado.
Até o dia 13 de outubro será divulgada a relação dos candidatos convocados para as avaliações. A lista de candidatos aprovados será divulgada no dia 15 de fevereiro de 2011.
A UFSCAR é uma das universidades brasileiras que integram a Cátedra Sérgio Vieira de Melo (CSVM), que foi implementada pelo ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados) na América Latina em 2003 e busca difundir o direito internacional humanitário, os direitos humanos e o direito dos refugiados, promovendo também a formação acadêmica e a capacitação de professores e estudantes nesses temas.
A cátedra é uma homenagem ao brasileiro Sérgio Vieira de Mello, morto no Iraque naquele mesmo ano e que dedicou grande parte da sua carreira profissional nas Nações Unidas ao trabalho com refugiados, como funcionário do ACNUR. Em 2004, o projeto foi reformulado com o objetivo de incorporar atividades de caráter comunitário, como a assistência aos refugiados e a desburocratização do acesso ao ensino superior.
O processo seletivo para refugiados da UFSCAR e está inserido neste marco e faz parte do seu Programa de Ações Afirmativas. Desde 2009, a universidade reserva pelo menos uma vaga para refugiados em todos os cursos oferecidos. Atualmente, cinco refugiados estão na UFSCAR, beneficiados por esta iniciativa.
O programa também se propõe a assegurar a continuação dos estudantes refugiados por meio da disponibilização de um tutor que fomenta a continuidade dos estudos, ajudando os refugiados a lidar com eventuais dificuldades de integração na comunidade acadêmica e intermediando entre os estudantes e a instituição. A Universidade oferece, quando necessário, apoio para moradia e alimentação, além de uma ajuda financeira para atividades desenvolvidas na universidade.
FONTE: OPERA MUNDI
Até o próximo dia 27 de setembro, os interessados devem encaminhar à Pró-Reitoria de Graduação (ProGrad) uma carta de manifestação de interesse, mencionando o curso pretendido. Também devem apresentar documentação comprobatória de conclusão de estudos equivalentes ao Ensino Médio (acompanhada de parecer de equivalência emitido por Secretaria de Estado de Educação, caso os estudos tenham sido realizados fora do Brasil) e documento expedido pelo Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE) que comprove sua situação de refugiado.
Até o dia 13 de outubro será divulgada a relação dos candidatos convocados para as avaliações. A lista de candidatos aprovados será divulgada no dia 15 de fevereiro de 2011.
A UFSCAR é uma das universidades brasileiras que integram a Cátedra Sérgio Vieira de Melo (CSVM), que foi implementada pelo ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados) na América Latina em 2003 e busca difundir o direito internacional humanitário, os direitos humanos e o direito dos refugiados, promovendo também a formação acadêmica e a capacitação de professores e estudantes nesses temas.
A cátedra é uma homenagem ao brasileiro Sérgio Vieira de Mello, morto no Iraque naquele mesmo ano e que dedicou grande parte da sua carreira profissional nas Nações Unidas ao trabalho com refugiados, como funcionário do ACNUR. Em 2004, o projeto foi reformulado com o objetivo de incorporar atividades de caráter comunitário, como a assistência aos refugiados e a desburocratização do acesso ao ensino superior.
O processo seletivo para refugiados da UFSCAR e está inserido neste marco e faz parte do seu Programa de Ações Afirmativas. Desde 2009, a universidade reserva pelo menos uma vaga para refugiados em todos os cursos oferecidos. Atualmente, cinco refugiados estão na UFSCAR, beneficiados por esta iniciativa.
O programa também se propõe a assegurar a continuação dos estudantes refugiados por meio da disponibilização de um tutor que fomenta a continuidade dos estudos, ajudando os refugiados a lidar com eventuais dificuldades de integração na comunidade acadêmica e intermediando entre os estudantes e a instituição. A Universidade oferece, quando necessário, apoio para moradia e alimentação, além de uma ajuda financeira para atividades desenvolvidas na universidade.
FONTE: OPERA MUNDI
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Silvio Berlusconi sai em defesa de Sarkozy na polêmica em torno da expulsão de ciganos
PARIS - Nicolas Sarkozy ganhou um aliado de peso no mais novo capítulo da briga entre a União Europeia (UE) e a França em torno da expulsão de ciganos do país: Silvio Berlusconi. Em entrevista ao "Le Fígaro", o primeiro-ministro italiano saiu em defesa do líder francês e criticou as declarações da Comissária de Justiça da UE, Viviane Reding , que disse que as deportações de membros da comunidade Roma eram "uma vergonha", algo que ela "achava que a Europa não voltaria a ver depois da Segunda Guerra Mundial".
Segundo Berlusconi, a convergência com a França é essencial para levar a Europa a discutir os problemas da imigração ilegal. Ele também disse que as críticas da comissária europeia deveriam ter sido feitas em caráter privado, diretamente com os dirigentes franceses, e não publicamente.
"Esta questão dos romenos não é a única que se coloca à Europa", disse Berlusconi, deixando claro, no entanto, que esta é uma preocupação de todos os países da região. "Esperamos que a convergência franco-italiana ajude a agitar a Europa e a enfrentar o problema a partir de políticas comuns", salientou ao garantir uma relação de proximidade com o presidente francês.
Sarkozy sugere que comissária da UE receba ciganos em seu país
Irritado com a repercussão que polêmica medida vem tomando, Nicolas Sarkozy subiu o tom, nesta quarta-feira, e sugeriu que Viviane Reding, recebesse em Luxemburgo - seu país - os deportados que ela defende. Segundo o jornal "El País", Sarkozy teria feito o comentário durante um almoço com senadores de seu partido.
O governo da França acusa o órgão executivo da UE de extrapolar nas críticas. A medida já levou à deportação de 8 mil ciganos este ano, ameaçando adotar medidas legais contra o país.
- Há um limite para a minha paciência - disse o ministro francês de Assuntos Europeus, Pierre Lellouche.
Autoridades francesas já associaram a presença de ciganos à criminalidade no país, justificando assim a expulsão de milhares deles, a maioria deportada para Bulgária e Romênia. O governo da França classifica sua política como um programa de retorno voluntário. Cerca de 15 mil ciganos vivem no país, de acordo com o grupo Romeurope. Não há dados oficiais.
FONTE: oglobo
Segundo Berlusconi, a convergência com a França é essencial para levar a Europa a discutir os problemas da imigração ilegal. Ele também disse que as críticas da comissária europeia deveriam ter sido feitas em caráter privado, diretamente com os dirigentes franceses, e não publicamente.
"Esta questão dos romenos não é a única que se coloca à Europa", disse Berlusconi, deixando claro, no entanto, que esta é uma preocupação de todos os países da região. "Esperamos que a convergência franco-italiana ajude a agitar a Europa e a enfrentar o problema a partir de políticas comuns", salientou ao garantir uma relação de proximidade com o presidente francês.
Sarkozy sugere que comissária da UE receba ciganos em seu país
Irritado com a repercussão que polêmica medida vem tomando, Nicolas Sarkozy subiu o tom, nesta quarta-feira, e sugeriu que Viviane Reding, recebesse em Luxemburgo - seu país - os deportados que ela defende. Segundo o jornal "El País", Sarkozy teria feito o comentário durante um almoço com senadores de seu partido.
O governo da França acusa o órgão executivo da UE de extrapolar nas críticas. A medida já levou à deportação de 8 mil ciganos este ano, ameaçando adotar medidas legais contra o país.
- Há um limite para a minha paciência - disse o ministro francês de Assuntos Europeus, Pierre Lellouche.
Autoridades francesas já associaram a presença de ciganos à criminalidade no país, justificando assim a expulsão de milhares deles, a maioria deportada para Bulgária e Romênia. O governo da França classifica sua política como um programa de retorno voluntário. Cerca de 15 mil ciganos vivem no país, de acordo com o grupo Romeurope. Não há dados oficiais.
FONTE: oglobo
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Refugiados angolanos mostram sua arte no evento Revelando São Paulo
SÃO PAULO, Brasil, 14 de julho (ACNUR) - Um processo histórico de
miscigenação derivado de fluxos migratórios criou uma diversidade
cultural no Brasil que facilita a integração de estrangeiros no país. Um
bom exemplo desta integração são os refugiados angolanos Bantu Tabasisa
e Tandu, que participam desde a semana passada no evento “Revelando
São Paulo”, mostrando sua arte de inspiração africana para um
público estimado em um milhão de pessoas.
Tandu chegou em 2001, por não concordar com o alistamento militar
obrigatório em Angola, e Bantu deixou sua terra natal há 17 anos, por
causa do conflito interno que afetava seu país. Ambos foram convidados
a participar do “Revelando São Paulo”, que busca reunir e celebrar a
diversidade cultural e artística do mais importante estado brasileiro. O
evento é um grande encontro da cultura paulista, reunindo manifestações
artísticas de 200 municípios do estado.
Para o diretor artístico do “Revelando São Paulo”, Toninho Macedo,
a participação de Tandu e Bantu no evento é uma prova de que São Paulo é
uma cidade de oportunidades, capaz de acolher e integrar aqueles que
nela chegam para começar uma nova vida. “Muito do que está sendo
exibido aqui no festival é uma herança da cultura africana”, comenta o
diretor.
Bantu e Tandu expõem seus trabalhos em um stand organizado pelo Alto
Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e pela Cáritas
Arquidiocesana de São Paulo, que é parceria da agência no projeto de
assistência e proteção a refugiados na cidade. Embora já trabalhassem
com arte na Angola, recomeçar em outro país não foi fácil. Eles tiveram
dificuldades financeiras para se manter em São Paulo e para exercer suas
atividades artísticas. Ambos foram apoiados pela Cáritas e pelo ACNUR e,
graças ao seu esforço individual, conseguiram vencer as dificuldades.
FONTE: ACNUR
miscigenação derivado de fluxos migratórios criou uma diversidade
cultural no Brasil que facilita a integração de estrangeiros no país. Um
bom exemplo desta integração são os refugiados angolanos Bantu Tabasisa
e Tandu, que participam desde a semana passada no evento “Revelando
São Paulo”, mostrando sua arte de inspiração africana para um
público estimado em um milhão de pessoas.
Tandu chegou em 2001, por não concordar com o alistamento militar
obrigatório em Angola, e Bantu deixou sua terra natal há 17 anos, por
causa do conflito interno que afetava seu país. Ambos foram convidados
a participar do “Revelando São Paulo”, que busca reunir e celebrar a
diversidade cultural e artística do mais importante estado brasileiro. O
evento é um grande encontro da cultura paulista, reunindo manifestações
artísticas de 200 municípios do estado.
Para o diretor artístico do “Revelando São Paulo”, Toninho Macedo,
a participação de Tandu e Bantu no evento é uma prova de que São Paulo é
uma cidade de oportunidades, capaz de acolher e integrar aqueles que
nela chegam para começar uma nova vida. “Muito do que está sendo
exibido aqui no festival é uma herança da cultura africana”, comenta o
diretor.
Bantu e Tandu expõem seus trabalhos em um stand organizado pelo Alto
Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e pela Cáritas
Arquidiocesana de São Paulo, que é parceria da agência no projeto de
assistência e proteção a refugiados na cidade. Embora já trabalhassem
com arte na Angola, recomeçar em outro país não foi fácil. Eles tiveram
dificuldades financeiras para se manter em São Paulo e para exercer suas
atividades artísticas. Ambos foram apoiados pela Cáritas e pelo ACNUR e,
graças ao seu esforço individual, conseguiram vencer as dificuldades.
FONTE: ACNUR
Ex-presidente do Chile Michelle Bachelet vai coordenar agência da ONU
A ex-presidente chilena Michelle Bachelet foi nomeada nesta terça-feira para liderar uma nova agência da ONU encarregada de acelerar a melhoria da condição de vida as mulheres no mundo.
Bachelet foi escolhida pelo secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, para chefiar a ONU Mulher, um organismo que unificará outros quatro já existentes e terá como missão promover a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres.
"Quero anunciar a nomeação de Michelle Bachelet, a ex-presidente do Chile, como a nova responsável pela recém-criada ONU Mulher", disse em entrevista coletiva o secretário-geral das Nações Unidas
Bachelet deixou a presidência do Chile em março, depois de um mandato de quatro anos que a elegeram uma das governantes mais populares da história de seu país.
Ban ressaltou que a ex-presidente chilena (2006-2010) conta com "seu histórico de liderança dinâmica e global, habilidades políticas provadas e uma capacidade pouco comum de criar consenso".
"Tenho a confiança de que sob sua firme liderança podemos melhorar as vidas de milhões de mulheres e meninas em todo o mundo", afirmou o líder da ONU.
Dando mais detalhes sobre o processo de seleção para o cargo, Ban Ki-moon explicou que a busca começou ainda em julho de 2009, após a Assembleia Geral da entidade, em Nova York.
A nova agência está sob o mesmo "guarda-chuva" do Fundo da Onu para o Desenvolvimento da Mulher (Unifem), a Divisão da ONU para o Progresso da Mulher e o Instituto Internacional de Pesquisa e Capacitação para a Promoção da Mulher (Instraw), assim como o Escritório do Assessor Especial em Assuntos de Gênero (Osagi).
FONTE: UOL
Bachelet foi escolhida pelo secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, para chefiar a ONU Mulher, um organismo que unificará outros quatro já existentes e terá como missão promover a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres.
"Quero anunciar a nomeação de Michelle Bachelet, a ex-presidente do Chile, como a nova responsável pela recém-criada ONU Mulher", disse em entrevista coletiva o secretário-geral das Nações Unidas
Bachelet deixou a presidência do Chile em março, depois de um mandato de quatro anos que a elegeram uma das governantes mais populares da história de seu país.
Ban ressaltou que a ex-presidente chilena (2006-2010) conta com "seu histórico de liderança dinâmica e global, habilidades políticas provadas e uma capacidade pouco comum de criar consenso".
"Tenho a confiança de que sob sua firme liderança podemos melhorar as vidas de milhões de mulheres e meninas em todo o mundo", afirmou o líder da ONU.
Dando mais detalhes sobre o processo de seleção para o cargo, Ban Ki-moon explicou que a busca começou ainda em julho de 2009, após a Assembleia Geral da entidade, em Nova York.
A nova agência está sob o mesmo "guarda-chuva" do Fundo da Onu para o Desenvolvimento da Mulher (Unifem), a Divisão da ONU para o Progresso da Mulher e o Instituto Internacional de Pesquisa e Capacitação para a Promoção da Mulher (Instraw), assim como o Escritório do Assessor Especial em Assuntos de Gênero (Osagi).
FONTE: UOL
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Parlamento europeu pede que França suspenda deportação de ciganos
O ministro da Imigração francês, Eric Besson, recebeu com frieza o pedido de parlamentares da União Europeia (UE), para que a França suspenda a deportação de integrantes do povo roma (ciganos).
Segundo jornais franceses, o ministro declarou nesta quinta-feira, em Bucareste, na Romênia, que o Parlamento Europeu "ultrapassou suas prerrogativas" ao aprovar uma resolução contrária à decisão do governo francês.
Besson disse estar "fora de questão" a mudança na política do estado com relação ao povo roma. "A França aplica escrupulosamente o direito comunitário europeu e respeita escrupulosamente a lei republicana francesa", acrescentou o ministro.
O ministro da Imigração francês está na Romênia junto com o secretário francês para Assuntos Europeus, Pierre Lellouche. Os dois se reuniram com o primeiro-ministro romeno, Emil Boc, o ministro do Interior e o ministro de Relações Exteriores do país para discutir um plano de emergência para a reintegração dos romas deportados.
O ministro de Relações Exteriores da Romênia, Teodor Baconschi, disse em uma entrevista que o país enviará forças policiais para ajudar no combate ao crime cometido por romenos na França. Em retorno, o governo francês enviará dinheiro para a reintegração do povo roma na Romênia.
O Parlamento Europeu aprovou nesta quinta-feira uma resolução exigindo o fim da expulsão de ciganos do país e cobrando ações firmes da Comissão Europeia e de governos da UE para integrar o povo roma, que vive em situação de pobreza em todo o continente.
A resolução dos parlamentares europeus foi adotada por 337 votos no Parlamento em Estrasburgo, com 245 votos contra e 51 abstenções. A medida foi proposta por parlamentares de centro-esquerda, liberais, comunistas e de partidos verdes.
PROFUNDA PREOCUPAÇÃO
A resolução da Comissão Europeia diz que o Parlamento "expressa profunda preocupação com as medidas tomadas por autoridades francesas e por outros estados membros com relação aos romas" e afirma que "lamenta a resposta tardia e limitada da Comissão Europeia como guardiã dos tratados europeus".
Os parlamentares da UE afirmaram estar "particularmente preocupados com a retórica abertamente discriminatória que tem caracterizado o discurso político durante as repatriações dos romas", que acreditam ter dado credibilidade a ações de grupos de extrema direita.
Discriminação contra qualquer grupo étnico ou nacionalidade é proibida pela lei da União Europeia.
Segundo a imprensa francesa, a Comissão diz aceitar a repatriação quando o retorno é voluntário ou quando o país consegue comprovar previamente que há "ameaça à ordem pública" por parte dos deportados. O secretário Pierre Lellouche disse que as expulsões são conduzidas caso a caso.
INVESTIGAÇÃO
A Comissária de Justiça da União Europeia, Viviane Reding, disse ao Parlamento Europeu nesta terça-feira que pediu mais informações à França sobre as deportações.
O parlamentar trabalhista britânico Claude Moraes, que contribuiu com a proposta da resolução, disse que é "muito incomum que o Parlamento Europeu critique um Estado membro individualmente dessa maneira, muito menos um estado fundador da UE".
Ele afirmou que a resolução "pressiona a Comissão a tomar medidas legais contra as autoridades francesas por não respeitarem a lei". A Comissão Europeia tem o poder de censurar a França, de estabelecer compensações para os romas deportados e de levar a França à Corte Europeia de Justiça se houver evidência de que o país violou a lei supranacional.
Desde agosto, a França deportou cerca de mil romas para a Romênia e a Bulgária, como parte de uma ação contra o crime no país. O presidente Nicolas Sarkozy, em pronunciamento, associou os acampamentos ciganos ao tráfico, à prostituição e à exploração de crianças.
Esta semana, a Itália concluiu o desmantelamento de acampamentos ilegais nos arredores de Milão e Roma. Dois anos atrás, o país deportou dezenas de romas, em uma grande operação.
FONTE: BBC Brasil
Segundo jornais franceses, o ministro declarou nesta quinta-feira, em Bucareste, na Romênia, que o Parlamento Europeu "ultrapassou suas prerrogativas" ao aprovar uma resolução contrária à decisão do governo francês.
Besson disse estar "fora de questão" a mudança na política do estado com relação ao povo roma. "A França aplica escrupulosamente o direito comunitário europeu e respeita escrupulosamente a lei republicana francesa", acrescentou o ministro.
O ministro da Imigração francês está na Romênia junto com o secretário francês para Assuntos Europeus, Pierre Lellouche. Os dois se reuniram com o primeiro-ministro romeno, Emil Boc, o ministro do Interior e o ministro de Relações Exteriores do país para discutir um plano de emergência para a reintegração dos romas deportados.
O ministro de Relações Exteriores da Romênia, Teodor Baconschi, disse em uma entrevista que o país enviará forças policiais para ajudar no combate ao crime cometido por romenos na França. Em retorno, o governo francês enviará dinheiro para a reintegração do povo roma na Romênia.
O Parlamento Europeu aprovou nesta quinta-feira uma resolução exigindo o fim da expulsão de ciganos do país e cobrando ações firmes da Comissão Europeia e de governos da UE para integrar o povo roma, que vive em situação de pobreza em todo o continente.
A resolução dos parlamentares europeus foi adotada por 337 votos no Parlamento em Estrasburgo, com 245 votos contra e 51 abstenções. A medida foi proposta por parlamentares de centro-esquerda, liberais, comunistas e de partidos verdes.
PROFUNDA PREOCUPAÇÃO
A resolução da Comissão Europeia diz que o Parlamento "expressa profunda preocupação com as medidas tomadas por autoridades francesas e por outros estados membros com relação aos romas" e afirma que "lamenta a resposta tardia e limitada da Comissão Europeia como guardiã dos tratados europeus".
Os parlamentares da UE afirmaram estar "particularmente preocupados com a retórica abertamente discriminatória que tem caracterizado o discurso político durante as repatriações dos romas", que acreditam ter dado credibilidade a ações de grupos de extrema direita.
Discriminação contra qualquer grupo étnico ou nacionalidade é proibida pela lei da União Europeia.
Segundo a imprensa francesa, a Comissão diz aceitar a repatriação quando o retorno é voluntário ou quando o país consegue comprovar previamente que há "ameaça à ordem pública" por parte dos deportados. O secretário Pierre Lellouche disse que as expulsões são conduzidas caso a caso.
INVESTIGAÇÃO
A Comissária de Justiça da União Europeia, Viviane Reding, disse ao Parlamento Europeu nesta terça-feira que pediu mais informações à França sobre as deportações.
O parlamentar trabalhista britânico Claude Moraes, que contribuiu com a proposta da resolução, disse que é "muito incomum que o Parlamento Europeu critique um Estado membro individualmente dessa maneira, muito menos um estado fundador da UE".
Ele afirmou que a resolução "pressiona a Comissão a tomar medidas legais contra as autoridades francesas por não respeitarem a lei". A Comissão Europeia tem o poder de censurar a França, de estabelecer compensações para os romas deportados e de levar a França à Corte Europeia de Justiça se houver evidência de que o país violou a lei supranacional.
Desde agosto, a França deportou cerca de mil romas para a Romênia e a Bulgária, como parte de uma ação contra o crime no país. O presidente Nicolas Sarkozy, em pronunciamento, associou os acampamentos ciganos ao tráfico, à prostituição e à exploração de crianças.
Esta semana, a Itália concluiu o desmantelamento de acampamentos ilegais nos arredores de Milão e Roma. Dois anos atrás, o país deportou dezenas de romas, em uma grande operação.
FONTE: BBC Brasil
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Explosões matam ao menos 8 em aeroporto da Somália
Duas explosões mataram pelo menos oito pessoas nesta quinta-feira no aeroporto de Mogasdício, capital da Somália, segundo moradores.
Testemunhas disseram que um militante suicida atirou um carro-bomba contra um posto militar da União Africana, em frente ao aeroporto, e que uma segunda explosão foi ouvida logo depois dentro do terminal. Em seguida, segundo esses relatos, houve um tiroteio.
"O carro investiu violentamente contra o posto das tropas da Amisom (missão de paz africana) na porta do aeroporto", disse o comerciante Mohammed Abdi à Reuters, acrescentando que era possível ver colunas de fumaça preta se erguendo.
A polícia confirmou o ataque.
Na quarta-feira, o governo interino da Somália havia alertado para uma onda de atividade rebelde, por causa do fim do mês islâmico do Ramadã, dedicado ao jejum.
"Vi quatro soldados da União Africana sendo levados sangrando na porta (do aeroporto)", disse Abdi. "Pelo menos oito cadáveres, a maioria de soldados, estavam caídos no chão."
Uganda e Burundi têm cerca de 7 mil soldados em Mogadíscio, com a principal tarefa de proteger o presidente, o porto marítimo e o aeroporto de ataques de insurgentes islâmicos. O governo somali na prática domina apenas poucos quarteirões da capital.
A Amisom não se manifestou imediatamente sobre o ataque. O grupo insurgente Al Shabaab disse que divulgaria uma nota sobre o incidente.
Abdi Muse, funcionário do aeroporto, afirmou que passageiros e funcionários fugiram em pânico enquanto os tiros reverberavam dentro do prédio. Testemunhas disseram que soldados da União Africana confrontaram os militantes no lado de fora do aeroporto.
Segundo o Acnur (agência da ONU para refugiados), mais de 230 civis já foram mortos na atual onda de violência em Mogadíscio, que começou em 23 de agosto, quando o Al Shabaab prometeu intensificar sua "guerra santa" contra o frágil governo local.
"Não podemos desprezar a possibilidade de um (conjunto de ataques) espetacular do Al Shabaab no Eid (festividade do fim do Ramadã), para encerrar uma ofensiva que tem sido infrutífera e desesperada", afirmou o Ministério da Informação na quarta-feira.
FONTE: oglobo
Testemunhas disseram que um militante suicida atirou um carro-bomba contra um posto militar da União Africana, em frente ao aeroporto, e que uma segunda explosão foi ouvida logo depois dentro do terminal. Em seguida, segundo esses relatos, houve um tiroteio.
"O carro investiu violentamente contra o posto das tropas da Amisom (missão de paz africana) na porta do aeroporto", disse o comerciante Mohammed Abdi à Reuters, acrescentando que era possível ver colunas de fumaça preta se erguendo.
A polícia confirmou o ataque.
Na quarta-feira, o governo interino da Somália havia alertado para uma onda de atividade rebelde, por causa do fim do mês islâmico do Ramadã, dedicado ao jejum.
"Vi quatro soldados da União Africana sendo levados sangrando na porta (do aeroporto)", disse Abdi. "Pelo menos oito cadáveres, a maioria de soldados, estavam caídos no chão."
Uganda e Burundi têm cerca de 7 mil soldados em Mogadíscio, com a principal tarefa de proteger o presidente, o porto marítimo e o aeroporto de ataques de insurgentes islâmicos. O governo somali na prática domina apenas poucos quarteirões da capital.
A Amisom não se manifestou imediatamente sobre o ataque. O grupo insurgente Al Shabaab disse que divulgaria uma nota sobre o incidente.
Abdi Muse, funcionário do aeroporto, afirmou que passageiros e funcionários fugiram em pânico enquanto os tiros reverberavam dentro do prédio. Testemunhas disseram que soldados da União Africana confrontaram os militantes no lado de fora do aeroporto.
Segundo o Acnur (agência da ONU para refugiados), mais de 230 civis já foram mortos na atual onda de violência em Mogadíscio, que começou em 23 de agosto, quando o Al Shabaab prometeu intensificar sua "guerra santa" contra o frágil governo local.
"Não podemos desprezar a possibilidade de um (conjunto de ataques) espetacular do Al Shabaab no Eid (festividade do fim do Ramadã), para encerrar uma ofensiva que tem sido infrutífera e desesperada", afirmou o Ministério da Informação na quarta-feira.
FONTE: oglobo
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
México acha corpos de suspeitos de matar 72 imigrantes
Autoridades mexicanas encontraram os corpos de três homens que teriam participado do massacre de 72 imigrantes ocorrido em 21 de agosto no nordeste do México, informou nesta terça-feira o porta-voz do gabinete de Segurança Nacional, Alejandro Poiré.
Os corpos dos três supostos membros do cartel Los Zetas - grupo narcotraficante acusado pelo crime - foram encontrados ao lado de duas mulheres mortas, que não estariam ligadas ao massacre.
As autoridades encontraram os cadáveres no dia 30 de agosto, após uma denúncia anônima informando o local.
Poiré afirmou ainda que está sob custódia do governo um outro suspeito que foi "plenamente identificado" pelos sobreviventes da chacina, na qual morreram pelo menos dois brasileiros.
"Os homens foram identificados pelo sobrevivente hondurenho, que confirmou a participação dos três nos atos criminosos", disse Poiré em uma coletiva.
Sete suspeitos
No total, sete pessoas já foram identificadas como participantes da chacina dos imigrantes, que aconteceu perto da cidade de San Fernando, no Estado de Tamaulipas, a 160 km da fronteira americana.
Além dos três citados por Poiré, outros três foram baleados durante um confronto no local do crime e o último suspeito foi detido em 23 de agosto.
As 72 vítimas faziam parte de um grupo de 76 pessoas - vindas de Honduras, El Salvador, Brasil e Guatemala - que tentavam entrar nos Estados Unidos quando foram sequestradas.
As autoridades acreditam que quatro pessoas conseguiram escapar: o equatoriano Luis Freddy Lala, um imigrante hondurenho, uma mulher grávida e sua filha.
Na noite de segunda-feira, o presidente de El Salvador, Mauricio Funes, confirmou que viajará na sexta-feira para a Cidade do México, onde se encontrará com o colega Felipe Calderón.
Eles devem falar sobre o massacre e discutir estratégias conjuntas para combater a violência que castiga os dois países.
FONTE: BBC Brasil
Os corpos dos três supostos membros do cartel Los Zetas - grupo narcotraficante acusado pelo crime - foram encontrados ao lado de duas mulheres mortas, que não estariam ligadas ao massacre.
As autoridades encontraram os cadáveres no dia 30 de agosto, após uma denúncia anônima informando o local.
Poiré afirmou ainda que está sob custódia do governo um outro suspeito que foi "plenamente identificado" pelos sobreviventes da chacina, na qual morreram pelo menos dois brasileiros.
"Os homens foram identificados pelo sobrevivente hondurenho, que confirmou a participação dos três nos atos criminosos", disse Poiré em uma coletiva.
Sete suspeitos
No total, sete pessoas já foram identificadas como participantes da chacina dos imigrantes, que aconteceu perto da cidade de San Fernando, no Estado de Tamaulipas, a 160 km da fronteira americana.
Além dos três citados por Poiré, outros três foram baleados durante um confronto no local do crime e o último suspeito foi detido em 23 de agosto.
As 72 vítimas faziam parte de um grupo de 76 pessoas - vindas de Honduras, El Salvador, Brasil e Guatemala - que tentavam entrar nos Estados Unidos quando foram sequestradas.
As autoridades acreditam que quatro pessoas conseguiram escapar: o equatoriano Luis Freddy Lala, um imigrante hondurenho, uma mulher grávida e sua filha.
Na noite de segunda-feira, o presidente de El Salvador, Mauricio Funes, confirmou que viajará na sexta-feira para a Cidade do México, onde se encontrará com o colega Felipe Calderón.
Eles devem falar sobre o massacre e discutir estratégias conjuntas para combater a violência que castiga os dois países.
FONTE: BBC Brasil
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Veja histórico de acordos de paz para o Oriente Médio
Em mais de 40 anos desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967, houve diversos planos e negociações de paz no Oriente Médio.
Alguns foram considerados bem-sucedidos, como os firmados entre Israel e Egito e entre Israel e Jordânia, mas a disputa central entre israelenses e palestinos ainda não foi resolvida.
O analista da BBC Paul Reynolds explica as principais propostas de paz e o que aconteceu com elas.
Resolução 242 do Conselho de Segurança da ONU, 1967
A resolução encarna o princípio que tem guiado a maioria dos planos subsequentes: a troca de terra por paz.
Ela pedia "a saída das Forças Armadas israelenses dos territórios ocupados no conflito daquele ano, como Jerusalém Oriental, a península do Sinai, Cisjordânia e as colinas de Golã, e o "respeito pela soberania, integridade territorial e independência política de cada Estado na região e seu direito de viver em paz".
Mas a resolução é famosa por sua imprecisão ao pedir a retirada israelense de "territórios".
Israel argumentou que isso não significava necessariamente a retirada de todos os locais ocupados.
Camp David (EUA), 1978
Houve diversos planos de paz após 1967, mas nada de significativo aconteceu até depois da guerra de 1973, que abriu espaço para uma nova iniciativa pela paz, como mostra a visita a Jerusalém do então presidente egípcio, Anwar Sadat, em novembro de 1977.
O presidente dos EUA na época, Jimmy Carter (1977-81), capitalizou em cima desse espírito e convidou Sadat e o então premiê israelense, Menachem Begin, para conversas em Camp David.
O primeiro acordo expandia a resolução 242, pedia negociações multilaterais para resolver o "problema palestino", falava em um tratado entre Israel e Egito e instava a assinatura de outros tratados entre Israel e seus vizinhos. Mas a fraqueza deste primeiro acordo foi que os palestinos não participaram das negociações.
O segundo acordo tratava da paz entre Israel e Egito, o que ocorreu em 1979, com a saída de Israel da península do Sinai, ocupada desde 1967. Isso resultou no primeiro reconhecimento do Estado de Israel por parte de um país árabe.
São talvez as mais bem-sucedidas conversas do processo de paz. O acordo durou, apesar de tensões posteriores entre Israel e Egito e de Sadat ter sido assassinado.
Conferência de Madri, 1991
Resultou em um tratado de paz entre Israel e Jordânia em 1994, mas as conversas israelenses com o Líbano e a Síria avançaram pouco desde então, complicadas por disputas de fronteira e pela guerra de 2006 entre Israel e militantes libaneses do Hezbollah.
Acordo de Oslo, 1993
As negociações de Oslo tentaram contemplar o que faltara em todas as conversas prévias, como um acordo direto entre israelenses e palestinos, representados pela OLP (Organização pela Libertação da Palestina).
Sua importância é que resultou no reconhecimento mútuo entre Israel e a OLP.
O acordo estipulava que tropas israelenses deixariam a Cisjordânia e Gaza, que um governo interino palestino seria montado para um período de transição de cinco anos, abrindo caminho para a formação de um Estado palestino.
O grupo Hamas e outros palestinos não aceitaram os termos de Oslo e iniciaram ataques suicidas contra Israel, que por sua vez enfrentou a oposição de colonos israelenses e outros setores da sociedade.
O acordo foi assinado em 1993, na Casa Branca, onde, sob a mediação do presidente americano Bill Clinton, Yasser Arafat, líder da OLP, e Yitzhak Rabin, premiê israelense, apertaram as mãos. Mas seus termos foram apenas parcialmente implementados.
Camp David, 2000
O objetivo de Clinton era tratar de temas como fronteiras, Jerusalém e refugiados, que haviam sido deixados de lado em Oslo.
Mas não houve acordo entre Arafat e o então premiê de Israel, Ehud Barak. O problema foi que o máximo oferecido por Israel era menos do que o mínimo que os palestinos estavam prontos para aceitar.
Israel ofereceu a faixa de Gaza, uma grande parte da Cisjordânia e terras do deserto de Negev, mas mantendo grandes assentamentos em Jerusalém Oriental. Os palestinos queriam começar com a reversão das fronteiras determinadas pela guerra de 1967 e pediam o reconhecimento do "direito de retornar" dos refugiados palestinos.
O fracasso de Camp David foi seguido pelo segundo levante palestino conhecida como Intifada.
Taba, 2001
Houve mais flexibilidade quanto à questão territorial, mas um comunicado posterior dizia ter sido "impossível chegar a um entendimento em todas as questões".
Com a eleição de Ariel Sharon em Israel, em 2001, o acordo foi abandonado.
Iniciativa de Paz Árabe, 2002
Após o fracasso dos diálogos bilaterais e da volta dos conflitos, o plano saudita retomou uma abordagem multilateral e sinalizou o interesse árabe em pôr fim às disputas ente israelenses e palestinos.
Segundo o plano, as fronteiras voltariam à configuração de 1967, um Estado palestino seria estabelecido em Gaza e Cisjordânia e haveria uma "solução justa" ao problema dos refugiados. Em troca, os países árabes reconheceriam Israel.
Sua força é o apoio árabe à solução de dois Estados. Sua fraqueza é que instou as partes a negociar os mesmos temas em que elas haviam falhado até então.
Mapa da Paz, 2003
O plano proposto pelo "Quarteto" (EUA, Rússia, União Europeia e ONU) que negocia a paz no Oriente Médio, não dá detalhes sobre um acordo final, mas sim diretrizes sobre como chegar a ele.
A proposta foi precedida de um comunicado, em junho de 2002, de George W. Bush, que propunha fases para pôr a segurança antes de um acordo final:
- Fase 1: Declaração dos dois lados apoiando a solução de dois Estados. Palestinos poriam fim à violência e agiriam contra os que estivessem "engajados no terror", criariam uma Constituição e fariam eleições; israelenses parariam de construir assentamentos ou ampliar os já existentes e conteriam ações militares
- Fase 2: Criação de um Estado palestino, em conferência internacional, com "fronteiras provisórias"
- Fase 3: Conversas finais
O Mapa da Paz não foi implementado, mas segue sendo um ponto de referência para as negociações.
Acordo de Genebra, 2003
Revisa os conceitos do Mapa da Paz em que a segurança e a confiança precederiam um acordo político.
O maior compromisso de Genebra era que os palestinos desistissem de seu "direito de retorno" em troca de praticamente toda a Cisjordânia. Israel desistiria de grandes assentamentos, como Ariel, mas manteria outros perto da fronteira.
Os palestinos teriam sua capital em Jerusalém Oriental, mas Israel manteria a soberania sobre o Muro das Lamentações, na Cidade Velha.
Annapolis (EUA), 2007
O premiê israelense Ehud Olmert e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, participaram de negociações com o Quarteto e mais de uma dúzia de países árabes.
Mas o Hamas, que ganhara as eleições parlamentares em Gaza em 2006 e dominara no ano seguinte a região, não estava representado e disse que não se comprometeria com nenhuma decisão tomada em Annapolis.
Após um comunicado conjunto, Olmert e Abbas tiveram reuniões regulares para acordar questões de fronteira, mas as negociações foram interrompidas pela ofensiva militar israelense em Gaza no final de 2008.
FONTE: BBC Brasil
Alguns foram considerados bem-sucedidos, como os firmados entre Israel e Egito e entre Israel e Jordânia, mas a disputa central entre israelenses e palestinos ainda não foi resolvida.
O analista da BBC Paul Reynolds explica as principais propostas de paz e o que aconteceu com elas.
Resolução 242 do Conselho de Segurança da ONU, 1967
A resolução encarna o princípio que tem guiado a maioria dos planos subsequentes: a troca de terra por paz.
Ela pedia "a saída das Forças Armadas israelenses dos territórios ocupados no conflito daquele ano, como Jerusalém Oriental, a península do Sinai, Cisjordânia e as colinas de Golã, e o "respeito pela soberania, integridade territorial e independência política de cada Estado na região e seu direito de viver em paz".
Mas a resolução é famosa por sua imprecisão ao pedir a retirada israelense de "territórios".
Israel argumentou que isso não significava necessariamente a retirada de todos os locais ocupados.
Camp David (EUA), 1978
Houve diversos planos de paz após 1967, mas nada de significativo aconteceu até depois da guerra de 1973, que abriu espaço para uma nova iniciativa pela paz, como mostra a visita a Jerusalém do então presidente egípcio, Anwar Sadat, em novembro de 1977.
O presidente dos EUA na época, Jimmy Carter (1977-81), capitalizou em cima desse espírito e convidou Sadat e o então premiê israelense, Menachem Begin, para conversas em Camp David.
O primeiro acordo expandia a resolução 242, pedia negociações multilaterais para resolver o "problema palestino", falava em um tratado entre Israel e Egito e instava a assinatura de outros tratados entre Israel e seus vizinhos. Mas a fraqueza deste primeiro acordo foi que os palestinos não participaram das negociações.
O segundo acordo tratava da paz entre Israel e Egito, o que ocorreu em 1979, com a saída de Israel da península do Sinai, ocupada desde 1967. Isso resultou no primeiro reconhecimento do Estado de Israel por parte de um país árabe.
São talvez as mais bem-sucedidas conversas do processo de paz. O acordo durou, apesar de tensões posteriores entre Israel e Egito e de Sadat ter sido assassinado.
Conferência de Madri, 1991
Resultou em um tratado de paz entre Israel e Jordânia em 1994, mas as conversas israelenses com o Líbano e a Síria avançaram pouco desde então, complicadas por disputas de fronteira e pela guerra de 2006 entre Israel e militantes libaneses do Hezbollah.
Acordo de Oslo, 1993
As negociações de Oslo tentaram contemplar o que faltara em todas as conversas prévias, como um acordo direto entre israelenses e palestinos, representados pela OLP (Organização pela Libertação da Palestina).
Sua importância é que resultou no reconhecimento mútuo entre Israel e a OLP.
O acordo estipulava que tropas israelenses deixariam a Cisjordânia e Gaza, que um governo interino palestino seria montado para um período de transição de cinco anos, abrindo caminho para a formação de um Estado palestino.
O grupo Hamas e outros palestinos não aceitaram os termos de Oslo e iniciaram ataques suicidas contra Israel, que por sua vez enfrentou a oposição de colonos israelenses e outros setores da sociedade.
O acordo foi assinado em 1993, na Casa Branca, onde, sob a mediação do presidente americano Bill Clinton, Yasser Arafat, líder da OLP, e Yitzhak Rabin, premiê israelense, apertaram as mãos. Mas seus termos foram apenas parcialmente implementados.
Camp David, 2000
O objetivo de Clinton era tratar de temas como fronteiras, Jerusalém e refugiados, que haviam sido deixados de lado em Oslo.
Mas não houve acordo entre Arafat e o então premiê de Israel, Ehud Barak. O problema foi que o máximo oferecido por Israel era menos do que o mínimo que os palestinos estavam prontos para aceitar.
Israel ofereceu a faixa de Gaza, uma grande parte da Cisjordânia e terras do deserto de Negev, mas mantendo grandes assentamentos em Jerusalém Oriental. Os palestinos queriam começar com a reversão das fronteiras determinadas pela guerra de 1967 e pediam o reconhecimento do "direito de retornar" dos refugiados palestinos.
O fracasso de Camp David foi seguido pelo segundo levante palestino conhecida como Intifada.
Taba, 2001
Houve mais flexibilidade quanto à questão territorial, mas um comunicado posterior dizia ter sido "impossível chegar a um entendimento em todas as questões".
Com a eleição de Ariel Sharon em Israel, em 2001, o acordo foi abandonado.
Iniciativa de Paz Árabe, 2002
Após o fracasso dos diálogos bilaterais e da volta dos conflitos, o plano saudita retomou uma abordagem multilateral e sinalizou o interesse árabe em pôr fim às disputas ente israelenses e palestinos.
Segundo o plano, as fronteiras voltariam à configuração de 1967, um Estado palestino seria estabelecido em Gaza e Cisjordânia e haveria uma "solução justa" ao problema dos refugiados. Em troca, os países árabes reconheceriam Israel.
Sua força é o apoio árabe à solução de dois Estados. Sua fraqueza é que instou as partes a negociar os mesmos temas em que elas haviam falhado até então.
Mapa da Paz, 2003
O plano proposto pelo "Quarteto" (EUA, Rússia, União Europeia e ONU) que negocia a paz no Oriente Médio, não dá detalhes sobre um acordo final, mas sim diretrizes sobre como chegar a ele.
A proposta foi precedida de um comunicado, em junho de 2002, de George W. Bush, que propunha fases para pôr a segurança antes de um acordo final:
- Fase 1: Declaração dos dois lados apoiando a solução de dois Estados. Palestinos poriam fim à violência e agiriam contra os que estivessem "engajados no terror", criariam uma Constituição e fariam eleições; israelenses parariam de construir assentamentos ou ampliar os já existentes e conteriam ações militares
- Fase 2: Criação de um Estado palestino, em conferência internacional, com "fronteiras provisórias"
- Fase 3: Conversas finais
O Mapa da Paz não foi implementado, mas segue sendo um ponto de referência para as negociações.
Acordo de Genebra, 2003
Revisa os conceitos do Mapa da Paz em que a segurança e a confiança precederiam um acordo político.
O maior compromisso de Genebra era que os palestinos desistissem de seu "direito de retorno" em troca de praticamente toda a Cisjordânia. Israel desistiria de grandes assentamentos, como Ariel, mas manteria outros perto da fronteira.
Os palestinos teriam sua capital em Jerusalém Oriental, mas Israel manteria a soberania sobre o Muro das Lamentações, na Cidade Velha.
Annapolis (EUA), 2007
O premiê israelense Ehud Olmert e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, participaram de negociações com o Quarteto e mais de uma dúzia de países árabes.
Mas o Hamas, que ganhara as eleições parlamentares em Gaza em 2006 e dominara no ano seguinte a região, não estava representado e disse que não se comprometeria com nenhuma decisão tomada em Annapolis.
Após um comunicado conjunto, Olmert e Abbas tiveram reuniões regulares para acordar questões de fronteira, mas as negociações foram interrompidas pela ofensiva militar israelense em Gaza no final de 2008.
FONTE: BBC Brasil
Agência da ONU critica Europa por deportar iraquianos refugiados
A agência para refugiados da ONU fez um apelo aos governos europeus nesta sexta-feira para que suspendam as deportações de iraquianos, denunciando o que seria pelo menos a terceira rodada de retornos forçados desde abril.
O voo fretado com cerca de 61 iraquianos que estavam vivendo na Grã-Bretanha, Dinamarca, Noruega e Suécia pousou no aeroporto de Bagdá na quarta-feira, coincidindo com o final das operações de combate dos EUA no Iraque, disse a agência.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) disse ter informações ainda não confirmadas de que três dos 61 deportados seriam iranianos.
"Insistimos para que os governos europeus forneçam proteção aos iraquianos até que a situação em suas áreas de origem no Iraque permitam um retorno seguro e voluntário", disse Adrian Edwards, porta-voz do Acnur.
O Acnur publicou uma lista de orientações a todos os governos recomendando que os iraquianos não deveriam ser enviados a cinco províncias, inclusive Bagdá, pois essas regiões continuam sendo perigosas.
"Nossa posição é de que os iraquianos buscando refúgio e originários dessas províncias deveriam se beneficiar da proteção internacional sob a condição de refugiados, segundo a Convenção de Refugiados de 1951 ou oferecidos uma forma alternativa de proteção", disse Edwards.
A Jordânia e a Síria ainda abrigam um número estimado de 1,6 milhão de iraquianos que fugiram da violência sectária, e outros 50 mil estão no Líbano, segundo dados dos governos.
FONTE: Reuters
O voo fretado com cerca de 61 iraquianos que estavam vivendo na Grã-Bretanha, Dinamarca, Noruega e Suécia pousou no aeroporto de Bagdá na quarta-feira, coincidindo com o final das operações de combate dos EUA no Iraque, disse a agência.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) disse ter informações ainda não confirmadas de que três dos 61 deportados seriam iranianos.
"Insistimos para que os governos europeus forneçam proteção aos iraquianos até que a situação em suas áreas de origem no Iraque permitam um retorno seguro e voluntário", disse Adrian Edwards, porta-voz do Acnur.
O Acnur publicou uma lista de orientações a todos os governos recomendando que os iraquianos não deveriam ser enviados a cinco províncias, inclusive Bagdá, pois essas regiões continuam sendo perigosas.
"Nossa posição é de que os iraquianos buscando refúgio e originários dessas províncias deveriam se beneficiar da proteção internacional sob a condição de refugiados, segundo a Convenção de Refugiados de 1951 ou oferecidos uma forma alternativa de proteção", disse Edwards.
A Jordânia e a Síria ainda abrigam um número estimado de 1,6 milhão de iraquianos que fugiram da violência sectária, e outros 50 mil estão no Líbano, segundo dados dos governos.
FONTE: Reuters
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Rio Grande do Sul é pioneiro no reassentamento de refugiados
O Rio Grande do Sul é o estado pioneiro em receber refugiados no Brasil. Dos 397 estrangeiros no País, 162 estão vivendo em 12 municípios gaúchos, entre eles São Leopoldo, Sapiranga e Sapucaia do Sul, conforme dados divulgados pelo Comitê Nacional para Refugiados, ligado ao Ministério da Justiça.
Os programas de emprego e inclusão para estas pessoas são coordenados pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e, no Estado, pela Associação Sociedade Antônio Vieira (Asav) - mantenedora da Unisinos, do Colégio Anchieta (Porto Alegre) e do Santuário Sagrado Coração de Jesus, em São Leopoldo, onde está o túmulo de Padre Reus.
De acordo com a coordenadora regional do programa, Karin Wacechaowski, o Rio Grande do Sul se destaca no reassentamento de estrangeiros por ter um povo fraternal. Ela comentou ainda, em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira, no Hotel Plaza Porto Alegre, que em 92% dos casos houve sucesso na adaptação ao novo lar.
Karin explica que a escolha das cidades depende do perfil da pessoa e do município. Levando em conta sempre que o objetivo principal do programa é garantir oportunidades de trabalho. Está em tratativa a ampliação das ações para Campo Bom e Canoas.
Refugiados vivendo no Estado
94 colombianos
47 palestinos
7 equatorianos
7 afegãos
1 costa-riquenho
1 congolês
FONTE: http://www.jornalnh.com.br/site/noticias/geral,canal-8,ed-60,ct-505,cd-278620.htm
Os programas de emprego e inclusão para estas pessoas são coordenados pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e, no Estado, pela Associação Sociedade Antônio Vieira (Asav) - mantenedora da Unisinos, do Colégio Anchieta (Porto Alegre) e do Santuário Sagrado Coração de Jesus, em São Leopoldo, onde está o túmulo de Padre Reus.
De acordo com a coordenadora regional do programa, Karin Wacechaowski, o Rio Grande do Sul se destaca no reassentamento de estrangeiros por ter um povo fraternal. Ela comentou ainda, em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira, no Hotel Plaza Porto Alegre, que em 92% dos casos houve sucesso na adaptação ao novo lar.
Karin explica que a escolha das cidades depende do perfil da pessoa e do município. Levando em conta sempre que o objetivo principal do programa é garantir oportunidades de trabalho. Está em tratativa a ampliação das ações para Campo Bom e Canoas.
Refugiados vivendo no Estado
94 colombianos
47 palestinos
7 equatorianos
7 afegãos
1 costa-riquenho
1 congolês
FONTE: http://www.jornalnh.com.br/site/noticias/geral,canal-8,ed-60,ct-505,cd-278620.htm
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Assassinatos na República Democrática do Congo podem ser genocídio, diz ONU
Um relatório preliminar da ONU afirma que crimes cometidos pelo Exército de Ruanda e por rebeldes aliados na vizinha República Democrática do Congo podem ser classificados como genocídio.
O relatório, ao qual a BBC teve acesso, detalha as investigações sobre o conflito na República Democrática do Congo de 1993 a 2003.
O documento afirma que dezenas de milhares de hutus étnicos - incluindo mulheres, crianças e idosos - foram mortos pelo Exército de Ruanda, dominado pela etnia rival tutsi.
O ministro da Justiça de Ruanda afirmou que as afirmações são "bobagem".
O relatório também lista violações dos direitos humanos cometidas por forças de segurança de todos os países envolvidos no conflito - que foi chamado de "guerra mundial da África".
O relatório final do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos deve ser divulgado nos próximos dias.
Apesar de o conflito ter terminado oficialmente, o leste da República Democrática do Congo, perto da fronteira com Ruanda, continua inseguro.
Na quinta-feira, o Conselho de Segurança da ONU realizou uma sessão de emergência para discutir acusações de que rebeldes hutus de Ruanda estavam entre os homens armados que estupraram ao menos 150 mulheres e bebês do sexo masculino na cidade de Luvungi, e em vilarejos nos arredores, no começo deste ano. O relatório de 545 páginas, preparado por cerca de 20 funcionários do comissariado, documenta o que chamam de ataques sistemáticos do Exército de Ruanda e do movimento rebelde congolês AFDL. Os rebeldes do AFDL eram liderados por Laurent Kabila, pai do atual presidente congolês, Joseph Kabila.
O alvo dos ataques eram hutus de Ruanda que haviam fugido no que hoje é a República Democrática do Congo, Zaire, à época, após o genocídio de 1994.
Extremistas hutus de Ruanda massacraram cerca de 800 mil tutsi e hutus moderados durante o genocídio.
Muitos dos responsáveis pelo genocídio fugiram de Ruanda quando os rebeldes tutsis tomaram o poder em Kigali, em junho de 1994, levando centenas de milhares de civis hutus com eles.
Mas o relatório afirma que os ataques contra hutus que não eram refugiados parecem confirmar que hutus congoleses também foram alvo. Em algumas regiões, diz o documento, postos de controle na fronteira eram usados para identificar pessoas de origem hutu, e assassiná-las.
Dezenas de milhares foram mortos, estima o relatório, afirmando que tais ações sugerem uma metodologia premeditada e precisa.
"O uso extensivo de armas e os massacres sistemáticos de sobreviventes após campos (hutus) terem sido tomados, mostram que as mortes numerosas não podem ser atribuídas às agruras da guerra ou vistas como dano colateral", afirma o relatório.
O documento diz que tais assassinatos podem ser classificados como genocídio "se for provado por uma corte competente".
O governo de Ruanda desmentiu o relatório, assim como fez com acusações anteriores, de que suas forças majoritariamente tutsis haviam cometido assassinatos em massa de hutus em Ruanda, após tomar o poder para pôr fim ao genocídio em 1994.
FONTE: oglobo.com
O relatório, ao qual a BBC teve acesso, detalha as investigações sobre o conflito na República Democrática do Congo de 1993 a 2003.
O documento afirma que dezenas de milhares de hutus étnicos - incluindo mulheres, crianças e idosos - foram mortos pelo Exército de Ruanda, dominado pela etnia rival tutsi.
O ministro da Justiça de Ruanda afirmou que as afirmações são "bobagem".
O relatório também lista violações dos direitos humanos cometidas por forças de segurança de todos os países envolvidos no conflito - que foi chamado de "guerra mundial da África".
O relatório final do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos deve ser divulgado nos próximos dias.
Apesar de o conflito ter terminado oficialmente, o leste da República Democrática do Congo, perto da fronteira com Ruanda, continua inseguro.
Na quinta-feira, o Conselho de Segurança da ONU realizou uma sessão de emergência para discutir acusações de que rebeldes hutus de Ruanda estavam entre os homens armados que estupraram ao menos 150 mulheres e bebês do sexo masculino na cidade de Luvungi, e em vilarejos nos arredores, no começo deste ano. O relatório de 545 páginas, preparado por cerca de 20 funcionários do comissariado, documenta o que chamam de ataques sistemáticos do Exército de Ruanda e do movimento rebelde congolês AFDL. Os rebeldes do AFDL eram liderados por Laurent Kabila, pai do atual presidente congolês, Joseph Kabila.
O alvo dos ataques eram hutus de Ruanda que haviam fugido no que hoje é a República Democrática do Congo, Zaire, à época, após o genocídio de 1994.
Extremistas hutus de Ruanda massacraram cerca de 800 mil tutsi e hutus moderados durante o genocídio.
Muitos dos responsáveis pelo genocídio fugiram de Ruanda quando os rebeldes tutsis tomaram o poder em Kigali, em junho de 1994, levando centenas de milhares de civis hutus com eles.
Mas o relatório afirma que os ataques contra hutus que não eram refugiados parecem confirmar que hutus congoleses também foram alvo. Em algumas regiões, diz o documento, postos de controle na fronteira eram usados para identificar pessoas de origem hutu, e assassiná-las.
Dezenas de milhares foram mortos, estima o relatório, afirmando que tais ações sugerem uma metodologia premeditada e precisa.
"O uso extensivo de armas e os massacres sistemáticos de sobreviventes após campos (hutus) terem sido tomados, mostram que as mortes numerosas não podem ser atribuídas às agruras da guerra ou vistas como dano colateral", afirma o relatório.
O documento diz que tais assassinatos podem ser classificados como genocídio "se for provado por uma corte competente".
O governo de Ruanda desmentiu o relatório, assim como fez com acusações anteriores, de que suas forças majoritariamente tutsis haviam cometido assassinatos em massa de hutus em Ruanda, após tomar o poder para pôr fim ao genocídio em 1994.
FONTE: oglobo.com
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