segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Balanço dos pedidos de Refúgio no Brasil em 2013


O número de estrangeiros que solicitam refúgio no Brasil mais que triplicou em 2012 em comparação com 2010, revela estatísticas consolidadas neste mês pelo Comitê Nacional para Refugiados (Conare), presidido pelo Ministério da Justiça.  Provenientes principalmente de grandes crises humanitárias, novas ou relacionadas a conflitos antigos que continuam provocando deslocamentos, 2.008 pessoas pediram refúgio no país no ano passado. Em 2010 foram 566  solicitações feitas à Polícia Federal (um aumento de 254%).

Em relação a 2011, quando foram registradas 1.138 solicitações de refúgio, o aumento também foi expressivo (76%) em comparação aos dados de 2012. Para 2013, o Conare estima que serão contabilizadas 2.580 novas solicitações, mantendo a tendência de crescimento dos pedidos de refúgio feitos por estrangeiros no Brasil.

Refletindo o aumento no pedido de refúgio, a produtividade do Comitê Nacional para os Refugiados também aumentou. Responsável no governo brasileiro por analisar os pedidos de refúgio feitos às autoridades migratórias, o Conare apreciou 823 pedidos em 2012 – um crescimento de quase 175% se comparado a 2010, quando foram analisados  299 pedidos (em 2011 foram  426 pedidos analisados, confirmando a tendência de aumento na produtividade do Comitê).

O refúgio é um direito de estrangeiros garantido por uma Convenção da ONU de 1951 e confirmado pela lei brasileira 9.474, de 1997). O refúgio pode ser solicitado por todo estrangeiro que possua fundado temor de perseguição por motivos de raça, religião, opinião pública, nacionalidade ou por pertencer a grupo social específico. E também para pessoas que tenham sido obrigadas a deixar seu país de origem devido a grave e generalizada violação de direitos humanos.

Em 2012 o Conare aprovou 199 pedidos de refúgio. As nacionalidades que mais tiveram processos deferidos foram os colombianos (53), seguidos por nacionais da República Democrática do Congo (39) e da Síria (37).  O índice de reconhecimento de refúgio no Brasil em 2012 é de 24% (acima dos 21% registrados em 2011).  

"Embora haja um aumento substancial de pedidos, percebemos que muitos estrangeiros têm buscado o refúgio para migrar por novas oportunidades de vida. No entanto, o refúgio é aplicado apenas para casos de perseguições", explica o presidente do Conare e Secretário Nacional de Justiça, Paulo Abrão.

Em 2012, o Conare recebeu uma média de 167 solicitações de refúgio por mês.  Ainda restam para análise 1.603 processos, que devem ser apreciados até o final de 2013. "Nossa expectativa é concluir o ano fazendo apreciações de processo em tempo real", afirma o presidente do Conare, Paulo Abrão. Este ano a análise dos processos sofrerá uma aceleração, pois a Defensoria Pública da União auxiliará nas entrevistas com os candidatos ao refúgio.

O representante do ACNUR no Brasil, Andrés Ramirez,  elogia o andamento dos trabalhos.   “O ACNUR reconhece como um avanço os esforços do Conare para aumentar a qualidade e a eficiência de seus trabalhos, e especialmente a sensibilidade que o Brasil tem demonstrado com as vítimas das principais crises humanitárias da atualidade”, afirma.

Neste mês de março de 2013, o Brasil contabiliza um total de 4.262 refugiados reconhecidos, sendo a maior parte de angolanos (1.060), colombianos (738) e congoleses (570). Esse total deve ser reduzido para 2.996 de refugiados, após a aplicação da cláusula de cessação de refúgio para cidadãos de Angola e Libéria, implementada pelo governo brasileiro desde 1º de junho de 2012, após orientação feita pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). Conforme a cláusula, os angolanos e liberianos poderão pedir residência permanente no Brasil e deixarão de ser refugiados.

Impacto das crises humanitárias no Brasil: Nos últimos meses, também foram identificados novos fluxos de deslocamentos para o Brasil, principalmente de países que atravessam graves crises humanitárias, como a Síria, Costa do Marfim, Mali e República Democrática do Congo. 

Com relação aos sírios, o fluxo para o Brasil aumentou após os conflitos da Primavera Árabe e 138 pedidos já foram deferidos pelo Conare. 

"Com base em diretriz recomendada pelo ACNUR, o Conare optou por implementar um procedimento acelerado na hora de analisar as solicitações de refúgio submetidas por sírios", afirma o coordenador do CONARE, Virginius Lianza.

Em relação a outras crises humanitárias, destacam-se os pedidos feitos em 2012 por cidadãos da República Democrática do Congo (125 pedidos, sendo 46 reconhecidos), Mali (19 pedidos, sendo 01 reconhecido) e Costa do Marfim (18 pedidos, sendo 06 reconhecidos). 

Haitianos - O fluxo de haitianos estancou após a resolução publicada em janeiro de 2012 pelo Ministério da Justiça, Ministério do Trabalho e Relações Exteriores, orientando sobre uma solução humanitária para os haitianos que deixaram o país após o terremoto de 2010 e não se enquadram na definição de refugiados. Até o momento foram regularizados cerca de 9 mil haitianos.

Para aperfeiçoar a política de integração local dos refugiados, o Conare fez um acordo de cooperação com o IPEA, em conjunto com o ACNUR, a fim de que seja elaborado um perfil sócio-demográfico das pessoas refugiadas no Brasil. O documento servirá de base para a construção do Plano Nacional de Atenção aos Refugiados. Essa semana também foi realizado um curso do Conare com o IPEA para capacitar 90 defensores públicos da união e policiais federais para fazerem as entrevistas com refugiados.

Como solicitar refúgio - Para solicitar refúgio no Brasil, o estrangeiro que se considera vítima de perseguição em seu país de origem deve procurar, a qualquer momento após a sua chegada ao território nacional, qualquer delegacia da Polícia Federal ou autoridade migratória na fronteira e solicitar formalmente a proteção do governo brasileiro. Seu pedido será encaminhado pela Polícia Federal ao CONARE, que o analisará e decidirá pelo reconhecimento ou não do refúgio.  O solicitante receberá um protocolo que vale por 180 dias e pode ser  renovado.

Balanço de 2013

Estimativa para o ano –  2.580 novas solicitações

557 casos apreciados até maio de 2013

253 deferimentos até maio de 2013

304 indeferimentos até maio de 2013




Fonte: Ministério da Justiça  em 26/04/2013

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

ONU faz apelo em favor das crianças sírias traumatizadas pela guerra

Elas respondem por metade dos 2,2 milhões de refugiados sírios registrados na região: uma geração inteira de crianças sírias traumatizadas, isoladas e privadas de educação, advertiu nesta sexta-feira a ONU em um relatório.


ONU diz que o mundo deve agir para salvar da catástrofe uma geração de pessoas inocentes

Foto: JOSEPH EID / AFP



— Se não agirmos rapidamente, uma geração de pessoas inocentes será sacrificada por causa desta guerra terrível — alertou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, Antonio Guterres, ao apresentar o primeiro estudo abrangente conduzido pelo ACNUR sobre as crianças sírias desde o início do conflito, em março de 2011.

— O mundo precisa agir para salvar da catástrofe uma geração de crianças sírias traumatizadas, isoladas e cercadas pelo sofrimento — alertou por sua vez a enviada especial do ACNUR, Angelina Jolie.

De acordo com o relatório, cerca de 294.300 crianças sírias encontraram refúgio na Turquia, 385 mil no Líbano, 291.200 na Jordânia, 77.120 no Iraque, 56.150 no Egito e mais de 7.600 na África do Norte.

Mais de 3,7 mil entre elas estão desacompanhadas ou foram separadas de seus pais. Além disso, mais de 70 mil famílias de refugiados sírios vivem sem o pai.

Os autores do estudo, que puderam entrevistar crianças sírias apenas na Jordânia e no Líbano, dizem ter recebido informações sobre meninos treinados para lutar quando retornarem para a Síria.

Além disso, constataram que muitas famílias de refugiados sem recursos financeiros enviam seus filhos para trabalhar e garantir a sua sobrevivência.

Na Jordânia e no Líbano, os pesquisadores descobriram que as crianças, algumas com apenas sete anos de idade, enfrentam longas horas de trabalho em troca de baixos salários e, muitas vezes, em condições perigosas.

Desta forma, no campo de refugiados jordaniano de Zaatari, a maioria dos 680 pequenos comércios empregam crianças.

E um estudo realizado em onze das doze províncias da Jordânia mostra que quase um em cada dois familiares de refugiados sobrevive em parte ou totalmente graças ao salário de uma criança.

Como resultado, a maioria das crianças sírias no exílio não vão à escola. Mais da metade das crianças em idade escolar que vivem na Jordânia não frequentam salas de aulas.

No Líbano, cerca de 200 mil crianças refugiadas sírias com idade suficiente para ir para a escola podem permanecer até o final de 2013 sem acesso à educação.

Outra sintoma que tem provocado grande preocupação é o grande número de bebês nascidos no exílio sem certidão de nascimento - um documento essencial para prevenir a apatridia.

Após quase mil dias de um conflito que fez mais de 120 mil mortos, o ACNUR faz um apelo à comunidade internacional a apoiar os países vizinhos da Síria para manter suas fronteiras abertas e melhorar seus serviços de atendimento às vítimas do conflito.

Guterres pede ainda aos outros países que ofereçam mais habitações e admitam, por razões humanitárias, as famílias de refugiados com crianças gravemente feridas.




Fonte: Zero Hora e AFP
Foto: JOSEPH EID / AFP

domingo, 10 de novembro de 2013

GAIRE participa da Jornada Inaugural da Cátedra Sérgio Vieira de Mello na UFRGS


No dia 6 de novembro de 2013 ocorreu a Jornada Inaugural da Cátedra Sérgio Vieira de Mello na UFRGS. A Cátedra visa o incentivo à pesquisa e à produção acadêmica relacionada ao Direito Internacional dos Refugiados e conta com ações nos três pilares da universidade: ensino, pesquisa e extensão. O GAIRE - Grupo de Assessoria a Imigrantes e a Refugiados/SAJU – é o representante da extensão dentro desse projeto.


A Cátedra Sérgio Vieira de Mello, da qual a UFRGS agora faz parte, foi criada em 2003 por iniciativa do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), como iniciativa de homenagear o Diplomata Sérgio Vieira de Mello, que dedicou boa parte de sua carreira ao trabalho com refugiados.

Prof. Dr. Tupinambá Pinto de Azevedo, discursando na abertura da Jornada 

Em sua inauguração na UFRGS, falou o Prof. Dr. Tupinambá Pinto de Azevedo, docente responsável por trazer a iniciativa à UFRGS. Em seguida, um painel sobre refúgio, migrações e direitos humanos trouxe para debate Profa. Dra. Denise Fagundes Jardim (NACi/UFRGS), Dra. Fernanda Hahn (Defensoria Pública da União),  Profa. Gabriela Mezzanoti (CSVM Unisinos) e Marina Finger (GAIRE/UFRGS) - sob moderação do Prof. Dr. Fábio Morosini, da Faculdade de Direito da UFRGS.

Marina Finger (à esq.), do GAIRE, compõe a mesa sobre refúgio, migrações e direitos humanos




Por fim, a Conferência Magna – “Sérgio Vieira de Mello e seu Legado” – foi proferida pelo Sr. Andrés Alfonso Ramirez Silva, representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados no Brasil – ACNUR.


Alguns membros do GAIRE acompanhados do Sr. Andrés Alfonso Ramirez Silva, representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados no Brasil
Para saber mais sobre a Cátedra Sérgio Vieira de Mello, veja aqui a página do projeto organizada pelo ACNUR.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

2º Seminário de Mobilidade Humana do Rio Grande do Sul


II Seminário de Mobilidade Humana/RS: Direitos Humanos, Políticas Públicas e Migrações Transnacionais no Brasil
Tendo em vista debater a complexidade da Mobilidade Humana para garantir acesso aos direitos humanos fundamentais e promover a integração sociocultural de migrantes, de refugiados, de apátridas, das vítimas de tráfico de pessoas, dos estudantes internacionais e de trabalhadores itinerantes nas dimensões socioeconômica, jurídica e político-administrativa ocorrerá o 2º Seminário de Mobilidade Humana do Rio Grande do Sul.
O seminário visa aprofundar o debate sobre as migrações transnacionais no Brasil e no Rio Grande do Sul e seus impactos sobre as políticas públicas na garantia de direitos humanos das pessoas em mobilidade.

Data: 07 e 08 de novembro de 2013
Local: Salão Nobre da Faculdade de Direito da UFRGS (Avenida João Pessoa, 80 - Porto Alegre)
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Programação:

07/11 (quinta-feira)
19 h - Abertura
20 h - Mesa de Abertura: "Implementação da Lei Pátria Grande na Argentina

08/11 (sexta-feira)
9h - Mesa Redonda: "Experiências Práticas e Políticas Públicas voltadas para as migrações no Brasil"
14h - Sessão de Relatos: exposição das experiências de grupos de pessoas em mobilidade que se encontram no Rio Grande do Sul
16h - Mesa de encerramento: "Os Desafios, Dilemas e Perspectivas das Políticas Migratórias no Brasil e no Rio Grande do Sul"

* CONTATO E INSCRIÇÕES:
E-mail: forummobilidaders@gmail.com








sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Crise na Síria deixou um milhão de crianças refugiadas, diz ONU

       O número de crianças sírias forçadas a fugir do país devastado por uma guerra civil atingiu um milhão nesta sexta-feira, metade de todos os refugiados expulsos pelo conflito, informaram nesta sexta-feira duas agências da ONU.
       Segundo o Alto Comissariado de Refugiados (Acnur) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), outros dois milhões de crianças e adolescentes estão deslocados dentro do próprio país e muitas vezes são atacados ou recrutados como combatentes, o que viola o direito humanitário. 
      "Os jovens da Síria estão perdendo suas casas, seus familiares e seus futuros. Mesmo depois de terem atravessado a fronteira por segurança, estão traumatizados, deprimidos e precisam de uma razão para esperança", disse António Guterres, membro da Acnur, em comunicado. 
      O diretor-executivo do Unicef, Anthony Lake, disse que a juventude síria vem arcando com o ônus da guerra, que já matou 7.000 crianças entre as cerca de 100 mil vítimas até agora. 
     "Nós todos devemos compartilhar a vergonha, porque enquanto nós trabalhamos para aliviar o sofrimento das pessoas afetadas por esta crise, a comunidade global falhou em sua responsabilidade para com estas crianças. Devemos parar e nos perguntar como, em sã consciência, podemos continuar a falhar com as crianças da Síria", disse. 
       Desde o início do conflito, em março de 2011, quase dois milhões de sírios fugiram para Turquia, Líbano, Iraque, Jordânia e o Norte da África, segundo o Acnur. Entre eles estão 40 mil curdos sírios que chegaram em massa ao Curdistão iraquiano na semana passada. 
       O número é divulgado após denúncias dos rebeldes de que houve uso de armas químicas pelo regime de Bashar al-Assad na periferia de Damasco, na última quarta (21). Segundo os opositores, centenas de pessoas morreram. 

 Fonte: Folha de São Paulo

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Saúde assina primeiro acordo com a Opas para atrair médicos

Organismo internacional fechou parceria com o Ministério da Saúde de Cuba, que enviará profissionais ao Brasil para vagas não escolhidas por profissionais brasileiros e estrangeiros. O Ministério da Saúde assinou nesta quarta-feira (21) termo de cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para atrair médicos estrangeiros ao Brasil, por meio do programa Mais Médicos. Pelo acordo, fica definida a vinda de 4 mil profissionais de Cuba para as vagas que não foram escolhidas por brasileiros e estrangeiros na seleção individual. “Hoje estamos encerrando uma importante negociação para reforçar a assistência em saúde nas regiões carentes do Brasil. Vamos, por meio deste acordo com a Opas, ampliar o número de médicos exatamente naqueles municípios em que há maior dificuldade de levar profissionais. Nosso foco é levar médicos para aquelas cidades que não foram selecionadas no programa nem pelos brasileiros nem pelos estrangeiros, mas aguardam por profissionais”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O representante da Opas no Brasil, Joaquín Molina, ressalta que na negociação com o Cuba a organização buscou um perfil de profissional direcionado às necessidades do programa Mais Médicos. “São médicos experientes, que já trabalharam em países de língua portuguesa e com especialização em saúde da família. Com certeza, estamos trazendo um grupo muito preparado ao Brasil”, afirmou. Na primeira etapa da parceria, está prevista a vinda de 400 médicos. Eles serão direcionados aos 701 municípios – dos quais 84% estão nas regiões Norte e Nordeste - que aderiram ao Mais Médicos, mas não foram selecionados por nenhum médico do edital de chamamento individual. As etapas seguintes ocorrerão para preencher postos ociosos após ciclos de chamamento individual, cuja segunda edição foi aberta na última segunda-feira (19). Além de Cuba, a Opas continua buscando a parceria de países, universidades e organizações de outros países para participação no Mais Médicos, no âmbito do acordo firmado com o Ministério da Saúde. Nestas parcerias, só serão ofertadas as vagas não preenchidas pelos editais de chamamento individual. ACORDO– Para levar os médicos cubanos a estas regiões, o Ministério da Saúde investirá, via Opas, R$ 511 milhões até fevereiro de 2014. O Ministério da Saúde repassará à Opas recursos equivalentes às condições fixadas pelo edital do Mais Médicos – de R$ 10 mil para cada médico. Os primeiros profissionais chegam ao Brasil neste fim de semana e passarão por avaliação de três semanas juntamente com os demais médicos com diploma do exterior – entre 26 de agosto e 13 de setembro. Os 400 médicos cubanos que trabalharão no Brasil já participaram de outras missões internacionais, sendo que 42% deles já estiveram em pelo menos dois países dos mais de 50 com que Cuba já estabeleceu acordos deste tipo. Além disso, todos têm especialização em Medicina da Família. A experiência também é alta: 84% têm mais de 16 anos de experiência em Medicina. A busca por esse perfil visou a encontrar profissionais habituados cidades com habitantes em situação de vulnerabilidade. Os primeiros profissionais de Cuba participarão do módulo de avaliação de três semanas que será oferecido a todos os estrangeiros inscritos no Mais Médicos neste primeiro mês de seleção. Estes profissionais ficarão concentrados em quatro capitais (Recife, Salvador, Brasília e Fortaleza) durante este período. A concessão de registro profissional segue a regra fixada na Medida Provisória que instituiu o programa Mais Médicos: os médicos terão autorização especial para trabalhar por três anos exclusivamente nos serviços de atenção básico em que forem lotados no âmbito do programa. MAIS MÉDICOS – No primeiro mês de seleção do Mais Médicos, além dos 1.096 profissionais com diplomas do Brasil que confirmaram sua participação, o Ministério da Saúde já começou a providenciar o deslocamento de 243 médicos com diplomas do exterior. Além desses, 48 ainda estão apresentando documentos para emissão de passagem a tempo de participar do primeiro ciclo de avaliação. Os demais inscritos no programa podem dar continuidade ao cadastramento para participar da segunda etapa de seleção. Quando chegarem ao Brasil, os médicos com diplomas do exterior se concentrarão inicialmente em oito capitais: Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife e Fortaleza. Nessas cidades, participarão, por três semanas (de 26 de agosto a 13 de setembro), de aulas de avaliação sobre saúde pública brasileira e língua portuguesa, totalizando carga horária de 120 horas. Após a aprovação nesta etapa, começam a atender a população na segunda quinzena de setembro. Os materiais dessas atividades foram elaborados por uma comissão formada por professores de universidades federais inscritas no programa, Escolas de Saúde Pública e Programas de Residência, sob orientação do Ministério da Educação (MEC). Os custos com alojamento e alimentação serão pagos pelo Governo Federal. A organização logística do módulo, incluindo recepção aos profissionais, será responsabilidade conjunta dos ministérios da Saúde e da Defesa. Lançado pela Presidenta da República, Dilma Rousseff, no dia 8 de julho, o Mais Médicos faz parte de um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do SUS, com objetivo de acelerar os investimentos em infraestrutura nos hospitais e unidades de saúde e ampliar o número de médicos nas regiões carentes do país, como os municípios do interior e as periferias das grandes cidades. Os médicos do programa receberão bolsa federal de R$ 10 mil, paga pelo Ministério da Saúde, mais ajuda de custo, e farão especialização em Atenção Básica. O Governo Federal está investindo, até 2014, R$ 15 bilhões na expansão e na melhoria da rede pública de saúde de todo o Brasil. Deste montante, R$ 7,4 bilhões já estão contratados para construção de 818 hospitais, 601 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs 24h) e de 16 mil unidades básicas. Outros R$ 5,5 bilhões serão usados na construção, reforma e ampliação desses estabelecimentos de saúde, além de R$ 2 bilhões para 14 hospitais universitários. Fonte: Newton Palma, da Agência Saúde

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Médicos estrangeiros já atuam em regiões de fronteira

Em meio à polêmica da vinda de médicos para o Brasil, reportagem mostra que já há médicos estrangeiros atuando no Brasil, principalmente nas regiões de fronteira. Vale a pena conferir o breve relato para entender a realidade destes profissionais.  

Para conferir a reportagem clique aqui.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Nota do GAIRE sobre a vinda de médicos estrangeiros ao Brasil

O GAIRE divulgou nota sobre a vinda de médicos estrangeiros para o Brasil. Confere a nota no nosso facebook e aproveita para te informar mais sobre o assunto!
 

Para ler a nota clique aqui.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Greve de Fome

Refugiados fazem greve de fome em Munique, Alemanha. 

Para conferir a matéria clique aqui.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Tu sabias que requerente de asilo e refugiado são coisas diferentes? O requerente de asilo é aquele que afirma ser refugiado, mas ainda não teve seu status de refúgio confirmado. O refugiado, por sua vez, é quem já teve seu pedido reconhecido. Quer saber mais? Então confere a página do ACNUR no link abaixo!

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O ACNUR - Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados está fazendo uma campanha de ajuda às famílias que perdem tudo e são separadas pela guerra. Confere no site abaixo!
 

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Tu sabias que o RS é um dos Estados que acolhe refugiados? Segundo dados do ACNUR, 220 dos 430 refugiados reassentados atualmente no Brasil se encontram divididos entre 15 municípios gaúchos. As principais nacionalidades são a palestina, a afegã e a colombiana.  

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Hoje é dia 20 de Junho - Dia do Refugiado. Tu sabes o que é ser um refugiado? Então acompanha nosso blog hoje com várias postagens sobre o tema!
 

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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Situação crítica para refugiados sírios

O grande fluxo de refugiados de origem síria após quase dois anos de conflito começa a trazer impasses para os países vizinhos. Muitos demonstram dificuldades de receber tal quantidade de pessoas em seus territórios, e o Alto Comissariado para Refugiados da ONU (ACNUR) fez um apelo para que não fechem suas fronteiras. Além disso, a ajuda financeira da comunidade internacional diminuiu, e o ACNUR lida com dificuldades para manter o acesso à moradia e saúde dos refugiados na região. 

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Imigrantes Etíopes forçadas a utilizar contraceptivos para entrar em Israel

Denunciado por um programa do canal estatal israelense IETV, o governo de Israel inicialmente negou o uso de contraceptivo como pré-requisito para mulheres de origem etíope entrarem no país, entretanto no domingo 27 de Janeiro um representante do governo admitiu que isso possa ter acontecido. A notícia chocou o país. Já há denúncias desde 2007 sobre acontecimentos como este, mas foi o programa de tv que resolveu pesquisar porque a natalidade da comunidade etíope dimunuiu 50% nos últimos anos e descobriu a veracidade dos fatos. 

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Reforma das Leis de Imigração nos Estados Unidos

Com a reeleição de Obama no ano de 2012, as esperanças de uma nova Lei de Imigração norte-americana se renovam. O presidente parece priorizar a questão da imigração neste início de mandato, iniciando 2013 já com um esforço para juntar Republicanos e Democratas em prol de uma lei mais justa e mais atual. A principal iniciativa da reforma nas leis de imigração seria o processo de cidadania para os 11 milhões de imigrantes indocumentados que vivem no país, além de destinar mais recursos para a proteção das fronteiras. 

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Mais de cinco mil refugiados angolanos regressam ao país em 2012

Cinco mil e 249 cidadãos angolanos que residiam nos países vizinhos das Repúblicas dos Congos Brazaville e Democrática do Congo em regime de refugiados regressaram ao país em 2012, através da província de Cabinda. 

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Refugiados angolanos integrados na Zâmbia

O governo da Zâmbia anunciou, em Lusaka, que vai integrar na sua população os cerca de 10 mil refugiados angolanos naquele país abrangidos no processo de repatriamento voluntário organizado e implementado pelo Executivo angolano em parceria com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). 

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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

12 mil pessoas pediram refúgio ao Equador em 2012

Um total de 12 mil pessoas solicitaram refúgio ao Equador no ano que termina, em sua maioria de nacionalidade colombiana, divulgou hoje a Chancelaria do país. 

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Refugiados na Áustria em greve de fome

14 estrangeiros em busca de asilo político decidiram entrar em greve de fome, contra as condições de um campo de refugiados na Áustria. 

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Human Rights Watch pede à Tailândia para não deportar refugiados da etnia rohingya

A Human Rights Watch (HRW) pediu hoje ao Governo da Tailândia para parar com o processo de deportação das 73 pessoas da etnia rohingya que alcançaram a costa tailandesa numa viagem com destino à Malásia para pedir asilo político. 

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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

EUA reduzem espera para reunir familiares de imigrantes ilegais

O governo americano anunciou nesta quarta-feira (2) que reduzirá o tempo de espera para os imigrantes ilegais que precisam sair do país para regularizar sua situação e que ficam afastados de seus familiares americanos por um longo tempo. 

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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Ano Novo gelado para os refugiados de Cabul

No Afeganistão, o frio intenso atinge o campo de refugiados de Cabul. Pelo menos duas crianças já morreram congeladas, em campos com dezenas de milhares de afegãos deslocados. 

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