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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Atenas protesta contra número de refugiados enviados pela UE à Grécia

Autor: Ruth Reichstein
(sv)Revisão: Augusto Valente

Fonte: DW

Governo grego tenta revogar diretriz da UE, segundo a qual um refugiado só pode pedir asilo no país pelo qual entrou no bloco. Isso faz com que muitos desses refugiados sejam enviados de volta à Grécia.

"Nós nos casamos sem a permissão de nossa família, por isso tivemos que deixar nosso povoado. Os anciães não estavam de acordo com nosso casamento. Minha mulher já estava prometida a seu primo. Se tivéssemos ficado, também nossa filha iria ser obrigada a se casar contra sua vontade. Por isso revolvemos partir", explica Zimarai Ahmadi, refugiado afegão na Grécia, que saiu de seu país há oito anos com a mulher e duas filhas.

A família entrou há dois anos na União Europeia pela Grécia, mas não permaneceu no país, tendo requerido asilo na Áustria. Um ano mais tarde, contudo, as autoridades austríacas enviaram os afegãos de volta para a Grécia, seguindo uma diretriz estabelecida pelo Acordo de Dublin, segundo a qual um requente de asilo só pode entrar com seu pedido de permanência no bloco no país pelo qual entrou na UE.

No caso específico dos Ahmadi, isso significou que a família foi obrigada a regressar a Atenas para requerer asilo na UE. Na capital grega, no entanto, não há mais lugar em alojamentos para refugiados, e a maioria das pessoas nessa condição acaba vivendo na rua, sem abrigo.

Longas esperas
Para Alexia Vassiliou, advogada do Conselho Grego de Refugiados, uma ONG que presta consultoria gratuita a requerentes de asilo, "faltam possibilidades de abrigo para essas pessoas.

Recebemos na Grécia aproximadamente 20 mil requerimentos de asilo por ano e somente dispomos de 800 leitos. Esse número já demonstra o tamanho do problema. Além disso, ainda há os casos decorrentes do Acordo de Dublin, que não são tratados preferencialmente. A família Ahmadi, por exemplo, já está esperando há mais de um mês por um lugar. Essa é a regra e não a exceção", descreve Vassilio.

Os quatro membros da família encontraram abrigo no sótão de um prédio antigo em Atenas. Em tese, eles têm direito, segundo acordos internacionais, a um auxílio para a sobrevivência. Na capital grega, contudo, estão entregues ao destino e têm que pagar 150 euros pelo abrigo de seis metros quadrados, dinheiro que pegaram emprestado com amigos.

Acordo desatualizado
O recém-eleito governo do país prometeu melhorar a situação das famílias de refugiados, porém Spyros Vougias, vice-ministro de Proteção do Cidadão, acredita que a responsabilidade não está apenas nas mãos dos gregos, mas sim de outros países da UE.

"O acordo de Dublin não é muito justo do ponto de vista atual. A situação era possivelmente outra no momento em que o acordo foi assinado, mas já mudou há muito tempo. Recebemos muitos refugiados que nem querem ficar na Grécia, mas sim ir para outro país europeu. Não podemos assumir sozinhos a responsabilidade por eles. Por isso, precisamos de uma diretriz, de um acordo que divida esse peso entre todos os países do bloco", reclama Vougias.

Auxílio imediato
A maioria dos países da UE, contudo, se apega com todas as forças ao Acordo de Dublin. Os refugiados não podem esperar por muito tempo, pois precisam de ajuda imediata e in loco. Os Ahmadi, por exemplo, tinham um horário marcado para entrar com o requerimento de asilo há várias semanas, mas depois de terem esperado por três horas no dia em questão, foram informados de que teriam que voltar no fim de dezembro.

Mesmo assim, as chances de asilo para a família são poucas. No último ano, a Grécia aceitou apenas um único requerimento de asilo de uma família afegã. Nesse sentido, os gregos ocupam o último lugar na lista dos países europeus. Na Alemanha, por exemplo, as chances de um requerente de que seu pedido de asilo seja aceito são, em média, de 70%.

"Mesmo não estando na prisão, temos a sensação de estarmos confinados. Não podemos sair, estamos presos sem grades", diz Simin Ahmadi. Sua meta continua sendo a de viver na Áustria, onde entraram com uma queixa contra a deportação para a Grécia, num processo que ainda corre. Para a família, um mínimo de esperança de uma vida em liberdade.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

La "jungle" de Calais évacuée devant les caméras

L'opération de démantèlement des campements de migrants sans papiers dans la "jungle", ce bidonville constitué en zone boisée aux abords du port de Calais (Pas-de-Calais), a eu lieu, mardi 22 septembre, en tout début de matinée. Peu avant 7 h30, des cars de CRS ont encerclé le camp pour l'évacuer. Dès 6 heures, ceux qui, dans la jungle étaient réveillés avaient fait se lever ceux qui dormaient encore. Ils s'étaient alors regroupés au centre du camp, autour de feux de palettes, faisant masse en attendant la police. Autour, une bonne cinquantaine de journalistes attendaient depuis le milieu de la nuit.
Après avoir investi la jungle, 500 policiers ont séparé les majeurs et les mineurs : un bon nombre des migrants encore présents dans la jungle étaient en effet des enfants ou des adolescents, âgés d'au plus 16-17 ans. Un total de 278 migrants, dont 132 se déclarant mineurs, ont été interpellés, a indiqué le préfet du Pas-de-Calais, Pierre de Bousquet de Florian.

Entre les mains des policiers, beaucoup de ces enfants pleuraient, inquiets de leur sort. L'évacuation s'est passé assez rapidement (moins d'une heure), fermement et sans trop de heurts, si ce n'est quelques altercations entre la police et une trentaine de militants "No border". A peine avaient-ils été sortis du camp, trois bulldozers, plusieurs camions, une équipe de nettoyage spécialisée et une équipe de bucheronnage arrivaient pour "rendre le terrain à son état naturel" , pour reprendre l'expression du ministre de l'immigration, Eric Besson.
Le préfet a indiqué, après l'opération de police, que les migrants majeurs ont été placés en garde à vue, alors que ceux qui se sont déclarés mineurs ont été placés dans des "centres spécialisés". Une centaine de places d'hébergement d'urgence dans le Pas-de-Calais a été mobilisé et quelque 500 dans le reste du réseau national.
Intervenant sur l'antenne de RTL, au moment même où débutait l'opération d'évacuation, Eric Besson a affirmé que son objectif était de "démanteler cette jungle qui est le camp de base des passeurs". "La jungle n'est pas un camp humanitaire", a-t-il insisté.
La veille de l'opération, il régnait une ambiance de "drôle de guerre" autour de la jungle. Alors qu'ils étaient encore près de 700, essentiellement d'Afghans, il y a une dizaine de jours à errer, ils n'étaient plus que 200 à 250, lundi, plus désemparés que réellement inquiets. Depuis l'annonce, mercredi 16 septembre, par M. Besson, de l'imminence de l'opération, beaucoup avaient fui vers la Belgique et les Pays-Bas, voire la Suède ou la Norvège. D'autres se sont simplement disséminés dans la nature. Un nombre non négligeable ont même réussi à passer de l'autre côté de la Manche.
Le préfet du Pas-de-Calais, M. Bousquet de Florian, assure que depuis une semaine, il n'y a "pas un migrant qui n'ait été informé, par les policiers ou les associations, des solutions qui s'offraient à eux".
Toute la semaine, une quarantaine d'agents de la police aux frontières (PAF) se sont rendus dans la "jungle" pour prendre l'identité des présents et leur expliquer qu'ils pouvaient faire une demande d'asile ou bénéficier de l'aide au retour volontaire. M. Bousquet de Florian ne cachait toutefois pas que "tous ceux qui refuserait le jour J l'une ou l'autre de ces propositions, risquaient de dormir le soir même au centre de rétention", en vue d'une expulsion.
Depuis le 5 mai, 343 migrants ont été reçus par une permanence de recueil des demandes d'asile qui a été ouverte à Calais deux demi-journées par semaine. Parmi elles, 169 ont un dossier en cours d'instruction mais seules 50 se sont vues délivrer une autorisation provisoire de séjour (APS) leur permettant d'ouvrir officiellement une demande d'asile. Les autres sont reparties dans la jungle, non sans avoir été repérées, grâce à leurs empreintes digitales, comme étant enregistrées dans le premier pays européen de l'espace Schengen qu'elles ont foulé.
En vertu du réglement de Dublin II , elle sont susceptibles d'être renvoyées dans ce pays en cas d'interpellation. Seule la cinquantaine de migrants ayant obtenu une APS s'est vu offert un accueil dans un Centre pour demandeur d'asile (CADA).

Les associations humanitaires dénoncent ce qu'elles appellent "un jeu de bonneteau européen". "Pour sortir de la loi de la jungle, il faut remettre le système d'asile européen sur pied en arrêtant de dénier aux personnes leur droit à une protection", relève Thomas Suez de l'association Terre d'errance.

Les organisations voient dans l'évacuation de la "jungle" une "manipulation" développée à grand renfort de publicité, qui, relève Vincent Lenoir de l'association Salam "permet au ministre de l'immigration, Eric Besson, de faire une démonstration de force sans trop de heurts". Mais qui, au final se révélera "inefficace et aggravera la situation des migrants".

Malgré les dénégations de M. Besson, qui affirme vouloir démanteler les réseaux de passeurs, les associations estiment que la destruction de la jungle ne peut que "livrer encore plus les migrants aux réseaux de passeurs, car contraints de se cacher, ils seront plus que jamais vulnérables à la loi des mafias". Depuis la fermeture, en 2002, du centre géré par la Croix-Rouge à Sangatte (Pas-de-Calais), par l'ancien ministre de l'intérieur, Nicolas Sarkozy, on est passé à plus d'une quinzaine de campements qui s'étire sur la côte de la Manche. "Avec cette opération, on verra moins massivement les migrants, mais ils finiront par réapparaître", prédit un militant associatif.
Jonathan Parienté e Laetitia Van Eeckhout
Fonte: Le Monde

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Le HCR aide des rapatriés sans-abri dans une région aride du nord de l’Afghanistan

Aujourd'hui : vendredi 4 septembre 2009
Articles de l'UNHCR
Le camp temporaire est situé dans une région isolée et aride au nord de l'Afghanistan. © HCR/W.Schellenberg
Le HCR aide des rapatriés sans-abri dans une région aride du nord de l’Afghanistan

MAZAR-E-SHARIF, Afghanistan, 2 septembre (HCR) – L'agence des Nations Unies pour les réfugiés a établi un camp de tentes dans une région déshéritée et aride du nord de l'Afghanistan, qui permettra d'héberger des centaines d'Afghans qui étaient des réfugiés de long terme et qui sont rentrés dans leur pays d'origine ces dernières semaines.

Quelque 650 réfugiés ont été rapatriés depuis un camp situé en Iran le mois dernier et quelque 880 autres devraient rentrer à la mi-septembre. La plupart d'entre eux sont des nomades kuchis appartenant à l'ethnie baloch et un grand nombre ont fui vers l'Iran durant l'occupation soviétique de l'Afghanistan de 1979 à 1989.

Les rapatriés ont été transférés depuis le camp de Bardsir dans la province de Kerman au sud-est de l'Iran vers une installation temporaire comportant des tentes et établie par l'agence des Nations Unies pour les réfugiés dans le district de Sozma Qala, situé dans la province de Sar-e-Pol au nord de l'Afghanistan.

Les rapatriés étaient originaires de cette région, néanmoins leurs maisons ont été détruites ou elles se sont écroulées par manque d'entretien depuis toutes ces années. Les autorités locales ont alloué un terrain pour que les rapatriés puissent être abrités pendant que le HCR, ses partenaires et les autorités locales travaillaient sans relâche dans des conditions sécuritaires, logistiques et environnementales hostiles pour établir le site et y apporter de l'aide.

« Les réfugiés défient la nature avec leur détermination sans faille à recommencer leur vie, en rentrant dans cet endroit isolé et aride », a indiqué Aurvasi Patel, le chef du bureau du HCR à Mazar-e-Sharif. « Avec l'arrivée proche de l'hiver, la réintégration de ces familles sera un défi majeur. »

« Monter des tentes dans un camp de transit et fournir des services essentiels [eau, éducation et santé] dans une région aussi déshéritée a constitué un défi majeur », a indiqué Alessandra Morelli, déléguée par intérim du HCR en Afghanistan, ajoutant que l'opération avait pu se réaliser grâce à un véritable travail d'équipe.

D'autres partenaires ont participé à cette opération, y compris l'Organisation mondiale de la santé, le Fonds des Nations Unies pour l'enfance, l'Organisation internationale pour les migrations et le Programme alimentaire mondial (PAM). Le Gouvernement italien a également financé un pont aérien pour acheminer l'aide vers le camp, incluant des tentes équipées pour l'hiver, des batteries de cuisine et des entrepôts mobiles. L'aide est arrivée dimanche dans la ville de Mazar-e-Sharif au nord du pays.

Pendant ce temps, le HCR examine des problèmes et des défis de plus long terme pour la population rapatriée, y compris des besoins dans les domaines du logement, de l'eau et des moyens d'existence. Dans le cadre d'un accord de coopération avec l'agence pour les réfugiés, le PAM fournira aux rapatriés des vivres et des opportunités d'activités génératrices de revenu via des projets 'vivres contre travail'.

« L'installation est une solution temporaire pour permettre aux personnes d'avoir un abri alors qu'elles reconstruisent leurs maisons dans des villages voisins », a expliqué Alessandra Morelli du HCR. De nombreuses maisons ont été détruites par le conflit, alors que d'autres se sont dégradées du fait de nombreuses années de négligence.

Le HCR réexamine son programme de pays en fonction de l'évolution de la situation en Afghanistan, qui est le théâtre d'une tendance croissante au déplacement, y compris des rapatriés qui ne peuvent pas rentrer dans leur village d'origine et qui ont besoin d'une réponse d'urgence.

Pour en savoir plus...


Consultez notre dossier spécial sur l'Afghanistan :


Consultez les chapitres de notre Appel Global 2009 (PDF) concernant :

Publié le 3 septembre 2009
Articles de l'UNHCR

http://www.unhcr.fr/cgi-bin/texis/vtx/news/opendoc.htm?tbl=NEWS&id=4a9fe2d04