segunda-feira, 28 de abril de 2014

O Refúgio na Mídia Brasileira

Alguns dos principais veículos de comunicação do país tiveram como pauta dessa semana o refúgio e a sua situação no Brasil. O GAIRE selecionou esses textos, que podem ser lidos abaixo ou no original, clicando no link das fontes.


Folha de São Paulo




Lei sobre refúgio exige que fique provada perseguição




Apesar do protocolo de solicitante dar direito a permanência provisória e trabalho no país, a situação ainda é de insegurança pelo tempo que os processos ficam indefinidos. Alguns podem esperar anos. Isso também pode dificultar a inserção de um potencial refugiado em políticas públicas de moradia e assistência social, por exemplo.
O Conare diz que a demora se deve a alguns pedidos de grande complexidade. Casos não resolvidos pelo órgão são encaminhados ao Cnig (Conselho Nacional de Imigração) que pode conceder visto humanitário e permanência no país.
O congolês M. K., 38, está como solicitante há dez meses. Conta que trabalhava para o governo quando descobriu fraudes nas eleições presidenciais e denunciou o caso a uma jornalista. Foi perseguido, preso e torturado. Chegou a São Paulo com a família em 2013 com a ajuda de um desconhecido que providenciou passaportes.
"Colocaram a gente num avião, minha família chorava muito, não sabíamos que o destino era o Brasil. Foi um susto", diz ele, que é graduado em tecnologia da informação e trabalha agora revendendo sandálias. "Aqui tem liberdade e democracia, veja essas manifestações de rua, não vou ser morto pelos meus ideais".
Para ser reconhecido na condição de refugiado o estrangeiro precisa ter contra ele fundados temores de perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas –migrações por questões econômicas ou desastres naturais não são considerados refúgio.

Victor Dragonetti/Folhapress
O malinense Adama Konate, 33, que conseguiu a aprovação do seu pedido de refúgio após 11 meses
O malinense Adama Konate, 33, que conseguiu a aprovação do seu pedido de refúgio após 11 meses

O malinense Adama Konate, 33, obteve aprovação do seu pedido de refúgio após 11 meses. Ele estudava contabilidade no Mali quando, de repente, se viu cruzando quatro países africanos entre trajetos de ônibus e avião para desembarcar em São Paulo em 2012. Um golpe de Estado levou grupos armados a controlar três regiões ao norte de seu país. Aprendeu português com facilidade, pois já dominava o espanhol. Com ajuda da família conseguiu abrir uma modesta lan house no centro de São Paulo.
"Tendo liberdade e segurança aqui o resto a gente luta para conseguir", diz ele segurando firme seu RNE (Registro Nacional de Estrangeiro).

Editoria de Arte/Folhapress

Fonte:  Adriana Farias, Silvio Cioffi. Folha de São Paulo http://folha.com/no1445923

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Burocracia deixa estrangeiros em busca de refúgio no limbo jurídico


Ao fugir da violência na República Democrática do Congo, da guerra civil na Síria ou dos narcotraficantes na Colômbia, estrangeiros que chegam em São Paulo em busca de refúgio enfrentam espera de até sete meses para iniciar a regularização dos documentos na Polícia Federal.

Ao menos 641 pessoas de 45 nacionalidades estão nessa situação, segundo a Caritas Arquidiocesana de São Paulo, parceira da ONU na assistência ao refugiado.
Isso significa que elas ainda não receberam um protocolo que, além de registrar a solicitação de refúgio, também autoriza permanência provisória e trabalho no país.
"É da natureza do refúgio que muitas pessoas cheguem sem documentos, e com essa espera eles ficam numa situação vulnerável, sem acesso a saúde, a educação e trabalho", diz a advogada especialista em direitos humanos Larissa Leite, da Caritas.

Fabio Braga/Folhapress
Professora de inglês síria é uma das estrangeiras que espera há meses para registrar solicitação de refúgio e regularizar a documentação na Polícia Federal

Professora de inglês síria é uma das estrangeiras que espera há meses para registrar solicitação de refúgio e regularizar a documentação na Polícia Federal


A professora de inglês síria D. B., 35, (ela prefere não ter o nome divulgado com medo de represálias) é uma potencial refugiada que está nessa fila. Ela não consegue ser contratada para dar aulas.
"Vim sozinha com uma mala e US$ 1 na carteira, preciso do documento para reconstruir minha vida", diz. "Você agenda e eles [PF] adiam, o sentimento é de desespero".
Ela conta que deixou a Síria no final do ano passado com o consentimento da família, após ter parentes e amigos raptados por milícias leais ao regime do ditador Bashar al-Assad.
Mora em um quarto cedido por duas brasileiras e recebe apoio da comunidade islâmica em São Paulo.

Para Gilberto Rodrigues, especialista em relações internacionais da UFABC (Universidade Federal do ABC), ao ser forçada a deixar seu país, "a pessoa está traumatizada e busca por um porto seguro: o documento que a regularize". "Estar nesse limbo traz total dependência das entidades de apoio", diz.

MUTIRÃO

Segundo Paulo Abrão, secretário nacional de Justiça e presidente do Conare (Comitê Nacional para os Refugiados), vinculado ao Ministério da Justiça, o caso em São Paulo é "pontual" e está relacionado a um "estrangulamento administrativo" da Polícia Federal por conta da "renovação de contrato de terceirizados que atuam na migração". A PF iniciou esta semana um mutirão para solucionar o problema.
Para dar vazão à demanda por refúgio, Abrão anunciou à Folha que nos próximos 40 dias entrará em vigor uma nova resolução do Conare para agilizar o julgamento das solicitações de refúgio, que podem ser deferidas ou não.
Mesmo após serem formalmente aceitos como "candidatos" a refugiados, há uma segunda fila. Atualmente, há 1.771 estrangeiros nela.
Abrão diz que o estrangeiro faz até quatro entrevistas durante o processo (essa etapa dura quatro meses), e agora será reduzida para duas.
"[As normas] estão sendo atualizadas e desburocratizadas e eu diria que não apenas o Conare tem que se adaptar aos novos fluxos migratórios, mas o Estado brasileiro como um todo", diz.
Segundo levantamento de março do Conare, o total de refugiados no país chegou a 5.797. O Estado de São Paulo abriga 40% desse total.

Os colombianos lideram a lista com 1.156 refugiados reconhecidos. Na sequência vêm Angola (1.062), República Democrática do Congo (622) e Síria (538). Ao todo são 80 nacionalidades.
Nos últimos quatro anos, o número de solicitações de refúgio cresceu nove vezes. Foram 5.262 pedidos em 2013 ante 566 em 2010.

Para 2014, o Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados) estima que as solicitações cheguem a 12 mil. "O número é pequeno se comparado com o resto do mundo, mas o fato é que o Brasil é um país acolhedor e vem mostrando cada vez mais presença no cenário mundial", diz Andrés Ramirez representante do Acnur no Brasil.

Fonte:  Adriana Farias, Silvio Cioffi. Folha de São Paulo http://folha.com/no1445920

Publicado em 26/04/2014 03h50

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Ser preto da África é obstáculo', diz homem que fugiu do Congo


O desconhecimento dos brasileiros e até de órgãos públicos e privados da condição legal de um refugiado é um dos principais entraves para a inserção desse grupo na estrutura socioeconômica do país, segundo especialistas e as entidades que prestam ajuda aos imigrantes.


As queixas incluem recusa da abertura de conta em bancos, dificuldade de obtenção de diploma de ensino médio e rejeição por empregadores após a descoberta da condição de refugiado.
"Vi que ser preto da África e ainda refugiado pode ser um obstáculo", diz um congolês que não quis ter o nome divulgado por medo de represálias. Ele afirma que seu pai foi assassinado por militares da República Democrática do Congo. Com provas que incriminam o governo, diz ele, foi perseguido e fugiu para o Brasil em um navio.
"As pessoas acham que refugiado é alguém que cometeu crime, mas ele é uma vítima que sofreu muito e chega em condições precárias, traumáticas e precisa de uma oportunidade", diz Andrés Ramirez, do Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados).
A discriminação é tanta que até a palavra "refugiado" foi removida pelo Conare das documentações desses estrangeiros e substituída pelo número 9.474/97, referente à lei sobre o tema.
Para desmistificar a questão do refúgio, a Caritas Arquidiocesana de São Paulo e o Adus (Instituto de Reintegração do Refugiado) fazem campanhas em escolas, universidades e empresas sobre o tema e oferecem aulas de português, com ajuda de parceiros, e espaços de interação entre refugiados e brasileiros.
"É uma forma de evitar atos de preconceito e facilitar o processo de integração deles aqui", diz Marcelo Haydu, diretor do Adus.
"Recentemente, fizemos ações de conscientização junto ao setor bancário para sensibilizarmos sobre essa questão", afirma Larissa Leite, da Caritas.
O Parr (Programa de Apoio para Recolocação dos Refugiados), voltado à inserção deles no mercado de trabalho com chancela da ONU, trabalha o tema com a iniciativa privada. O grupo conta com quase 400 currículos no banco de dados, 61 empresas cadastradas, sendo que 19 já abriram de fato vagas para refugiados e solicitantes de refúgio e 14 contrataram.
"Sensibilizamos as empresas para mostrar que o refugiado é uma mão de obra boa e de baixo turn over [rotatividade] porque ele se agarra a primeira oportunidade para recomeçar a vida", diz João Marques, idealizador do projeto.
Para juntar esforços, a secretária da Justiça, Eloisa de Sousa Arruda, oficializou em março a abertura do primeiro escritório do Acnur em São Paulo.

Fonte:  Adriana Farias, Silvio Cioffi. Folha de São Paulo http://folha.com/no1445922


Publicado em 26/04/2014 03h50

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G1

Brasil tem hoje 5,2 mil refugiados de 79 nacionalidades

Colombianos e angolanos são quase metade; mapa revela origem de todos.
Pedidos de refúgio têm crescido exponencialmente nos últimos anos.


Congolês Al, de 18 anos, aguarda em São Paulo ter o pedido de reúgio aceito pelo Conare (Foto: Caio Kenji/G1)Congolês Al, de 18 anos, aguarda em SP ter seu pedido de refúgio aceito por comitê (Foto: Caio Kenji/G1)












O Brasil abriga hoje 5.208 refugiados, sendo os colombianos e os angolanos quase metade dos estrangeiros com o status. É o que mostram dados atualizados do Comitê Nacional de Refugiados (Conare), do Ministério da Justiça, obtidos pelo G1.
Os números revelam que os pedidos de refúgio no país têm crescido exponencialmente ao longo dos anos. Em 2013, foram 5.256, ante 566 em 2010. As solicitações aceitas também aumentaram: de 126, em 2010, para 649 no ano passado.
Para o secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, o aumento é decorrente exclusivamente das condições internacionais. "Isso acontece devido ao agravamento da crise no Oriente Médio e dos conflitos nos países africanos e também no nosso continente", diz.
O representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) no Brasil, Andrés Ramirez, concorda que o acirramento de conflitos, como a guerra civil na Síria, é fator fundamental para esse fluxo, mas ressalta também uma presença maior do Brasil no cenário internacional. "As solicitações aumentaram no mundo todo. Além das crises humanitárias antigas, como a do Iraque e a do Afeganistão, em 2011 houve a Primavera Árabe. Problemas na Costa do Marfim, no Mali, na Somália e no Sudão do Sul também foram registrados", afirma.
As entrevistas com os estrangeiros são feitas por técnicos, que fazem um relatório atestando ou não sua elegibilidade. A decisão final é tomada em reunião plenária do Conare. Em 2013, pela primeira vez o número de solicitações aprovadas foi maior que o de negadas – 649 contra 636.
O refúgio é um direito de estrangeiros garantido por uma convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) de 1951 e ratificada por lei no Brasil em 1997. Segundo o Ministério da Justiça, o refúgio pode ser solicitado por "qualquer estrangeiro que possua fundado temor de perseguição por motivos de raça, religião, opinião pública, nacionalidade ou por pertencer a grupo social específico e também por aqueles que tenham sido obrigados a deixar seu país de origem devido a uma grave e generalizada violação de direitos humanos". Com esse status, as pessoas passam a ter os mesmos direitos dos habitantes do país.
Nacionalidades
Atualmente, há refugiados de 79 nacionalidades vivendo no Brasil. O maior grupo é formado por colombianos: 1.154 no total. Desses, 360 são reassentados, isto é, estrangeiros que conseguiram refúgio em um país e, por alguma circunstância, precisaram migrar para um terceiro.
Alunos na aula de português (Foto: Gabriel Chaim/G1)Refugiados sírios fazem aula de português em
São Paulo (Foto: Gabriel Chaim/G1)
O Brasil é uma das poucas nações que participam do programa de reassentamento do Acnur. Segundo o Ministério da Justiça, no caso dos colombianos, o objetivo é cooperar com o Equador na busca por uma solução para os mais de 55 mil colombianos refugiados naquele país. O compromisso de ajuda foi assumido pelo Brasil diante de organismos internacionais.
O representante do Acnur afirma que houve mudanças importantes na Colômbia recentemente, com o reconhecimento por parte do governo da responsabilidade em crimes cometidos nos últimos 50 anos de conflito, a reparação das vítimas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e a restituição de terras. "O início do diálogo de paz é importante, mas os colombianos continuam deixando o país porque não têm confiança de que o processo vai dar certo. Há muito ceticismo e a maioria acha que a situação não vai mudar radicalmente", diz Ramirez.
Os angolanos aparecem na segunda posição do ranking de refugiados no Brasil, com 1.062 pessoas. Esse número, no entanto, deve diminuir gradativamente, pois houve um pedido do Acnur para que fosse cessada a condição de refugiados aos habitantes que deixaram o país africano durante a guerra civil (que durou quase três décadas e foi encerrada em 2002), em razão de a situação já ter sido estabilizada. O processo ainda está em curso.Segundo ele, um acordo firmado entre países do Mercosul possibilita que colombianos – e também argentinos, paraguaios, uruguaios, chilenos e peruanos – solicitem residência permanente no Brasil. Por essa razão, muitos optam por não pedir o refúgio, já que existe essa possibilidade.
"Como medida complementar, foi oferecida a possibilidade de eles continuarem no território nacional como residentes permanentes, por cumprirem todos os requisitos legais. Isso foi feito para que aqueles indivíduos que possuíam suficiente integração cultural e econômica por longos anos pudessem receber uma solução duradoura. E foi dada a oportunidade para os que tinham interesse em voltar fazerem isso, a partir do exercício de sua própria autonomia", afirma o secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão.
Soldados da ONU patrulham a cidade de Goma, no leste da República Democrática do Congo. O prefeito da cidade impôs um toque de recolher para moto-táxis um dia depois de um ataque que matou um e deixou 22 feridos. (Foto: Junior D.Kannah/AFP)Soldados da ONU patrulham a cidade de Goma, 
no leste da República Democrática do Congo, após
ataque com um morto e vários feridos, em 2012
(Foto: Junior D.Kannah/Arquivo AFP)
No caso de novas solicitações de angolanos, Abrão diz que o Conare faz uma análise "criteriosa e individualizada" para identificar se há um fundado temor de perseguição particular.
O terceiro maior grupo de refugiados no Brasil é formado por congoleses, que ainda convivem com uma crise humanitária em consequência de embates entre governo e opositores do presidente Joseph Kaliba. Ao todo, são 617 indivíduos com esse status reconhecido em território nacional.
Já os sírios ocupam a quarta posição do ranking. Dos 333 refugiados, 284 conseguiram o status no ano passado, após uma escalada da violência no país árabe, que registra em três anos mais de 150 mil mortos nos conflitos entre rebeldes e forças do regime do presidente Bashar al-Assad.
Pedidos
Do total de pedidos de refúgio feitos ao Brasil no ano passado, 2.242 (43%) foram de africanos. Outras 2.039 solicitações (39%) partiram de asiáticos. A maioria ainda não foi analisada.
Bangladesh lidera a lista de nacionalidades com o maior número de pedidos de refúgio em 2013, com 1.837. Apenas uma pessoa proveniente do país, no entanto, teve a condição reconhecida no ano passado. O Senegal aparece logo atrás, com 961 pedidos, sendo que apenas quatro habitantes conseguiram o status em 2013.
No sábado (11), 11 bengaleses foram encontrados com documentação ilegal no noroeste do Paraná (Foto: Polícia Rodoviária Estadual/Divulgação)Bengalis sem documentação no Paraná; esses
estrangeiros são líderes em pedidos de refúgio,
mas a maioria não se enquadra no status
(Foto: Polícia Rodoviária Estadual/Divulgação)
De acordo com o secretário nacional de Justiça, a maioria dos bengalis e senegaleses entra no Brasil por razões econômicas, que não se enquadram no refúgio. "Eles têm utilizado o expediente do refúgio porque têm encontrado excesso de burocracia na solicitação de visto prévio como imigrantes comuns. Quando é feita essa solicitação de refúgio, as convenções internacionais estabelecem que é preciso conceder a autorização provisória de permanência. Isso porque há um princípio da proteção imediata, até o julgamento do mérito", explica Abrão.
Apesar de a entrada de haitianos ter triplicado na fronteira, eles também não são reconhecidos, em sua maioria, como refugiados. Para eles, há um visto especial humanitário, que permite que os habitantes do país, assolado por um terremoto em 2010, permaneçam no Brasil.
Entre as cidades do país que mais receberam pedidos de refúgio em 2013, São Paulo é a campeã, com 1.092 solicitações. Brasília recebeu 745, Guaíra (PR) – na fronteira com o Paraguai – teve 487 e Epitaciolândia (AC) – na fronteira da Bolívia e também perto do Peru –, 367.
Entre os estados, São Paulo também lidera, com 1.204 pedidos. O Paraná é o segundo com mais solicitações: 1.088.
Comparações
Apesar do aumento de concessões de refúgio no Brasil, o número de estrangeiros reconhecidos ainda é pequeno se comparado ao de outros países.
O Paquistão, que tem atualmente a maior população de refugiados do mundo, abriga cerca de 1,6 milhão de estrangeiros. E, no Líbano, quase um quarto da população é formada por refugiados sírios (1 milhão dos 4,4 milhões de habitantes).
Publicado em 24/04/2014 07h05



Refugiados no Brasil



Mapa mostra de onde são os estrangeiros com o status no país

5.208

é o número total de refugiados no Brasil

* Não constam do mapa os apátridas (8) e os provenientes da extinta Iusgoslávia (20)

Pedidos e concessões de refúgio

As 15 nacionalidades com mais pedidos de refúgio em 2013


As 15 nacionalidades com mais concessões de refúgio em 2013





Cidades que receberam pedidos de refúgio em 2013

Fonte: Edição: Thiago Reis (Conteúdo) e Leo Aragão (Infografia)
Reportagem: Thiago Reis
Infografia: Daniel Roda, Dalton Soares e Elvis Martuchelli 
Desenvolvedores: Thiago Bittencourt e Rogério Banquieri

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/04/refugiados-brasil/