terça-feira, 6 de setembro de 2011

ACNUR abre novo campo para refugiados marfinenses no leste da Libéria


O Alto Comissariado das Nações Unidas (ACNUR) abriu o sexto campo de refugiados para cerca de 27 mil pessoas da Costa do Marfim, que estavam vivendo em comunidades de acolhida no leste da Libéria desde que fugiram de seu país natal.

O novo campo foi inaugurado na última quinta, em terras que antes pertenciam à empresa Prime Timber Production, no condado de Grand Gedeh. O objetivo é melhorar a proteção e assistência aos refugiados, os quais estão atualmente espalhados por 300 localidades ao longo da fronteira com a Costa do Marfim.

Ao se mudarem para o novo campo, (conhecido por PTP), mais ao interior da Libéria, os refugiados têm acesso a melhores serviços, como o fornecimento mensal de alimentos, acesso a educação, água e saneamento. O acampamento, o maior entre os seis existentes na Libéria, também oferece abrigos familiares.

A abertura do campo PTP é parte de uma operação de realocação que está ocorrendo ao longo da fronteira. O ACNUR espera realocar outros 50 mil refugiados para os seis campos até o fim deste ano, apesar dos desafios logísticos impostos por fortes chuvas sazonais e estradas lamacentas.

“Estamos muito felizes por responder ao desejo expresso pelos próprios refugiados de se mudarem,” disse Andrew Mbogori, chefe do escritório do ACNUR na cidade de Saclepea. Ele acrescentou que dezenas de refugiados foram sozinhos para os campos.

De acordo com o planejamento atual, o campo PTP é o último a ser aberto na Libéria, já que a segurança na Costa do Marfim está melhorando.No último mês, os governos da Libéria, da Costa do Marfim e o ACNUR assinaram um acordo tripartite para o repatriamento voluntário dos
refugiados marfinenses. O acordo estabelece o marco legal para um retorno voluntário dos refugiados com segurança e dignidade.

Estima-se que mais de 173 mil marfinenses cruzaram a fronteira para a Libéria, durante as eleições do ano passado e a instabilidade que se seguiu. Cerca de 30 mil vivem em cinco outros campos criados anteriormente. Além disso, estima-se que outros 26 mil refugiados da Costa do Marfin estejam em outros 12 países na região.


Fonte: Nações Unidas no Brasil

Angelina Jolie visita refugiados da violência na Líbia

A atriz visitou um campo de refugiados líbios na fronteira com a Tunísia. Ela pediu ajuda às pessoas que estão fugindo do conflito na Líbia e maior assistência a quem permanece no país.




Brasil contribui com 960 mil dólares para agência da ONU de assistência aos refugiados palestinos


O Governo brasileiro anunciou, por meio de seu Escritório de Representação na cidade palestina de Ramallah, uma contribuição de 960 mil dólares à Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA) para atender as necessidades dos refugiados e apoiar a agência no fornecimento de educação de qualidade para a população em Gaza.

Além disso, a doação vai contribuir com a assistência alimentar da UNRWA, através de programas de rede de segurança social fornecendo benefícios aos mais pobres, que não têm recursos , e assistência para que eles possam suprir necessidades mais essenciais.

“Dou meus sinceros agradecimentos ao Governo e à população do Brasil por esta doação generosa, o que mais uma vez reafirma seu compromisso com algumas das comunidades mais desfavorecidas e marginalizadas do Oriente Médio”, afirmou o Comissário-Geral da UNRWA, Filippo Grandi.

Ele disse ainda que a doação estende e fortalece a parceria da agência com o Brasil, algo que ele considera ser uma “ponte vital” entre os palestinos e aqueles fora da região. “Esta doação vai trazer mudanças positivas na vida de nossos beneficiários, mas também será um símbolo muito apreciado de solidariedade e apoio”, completou.

O Governo do Brasil tem contribuído com a UNRWA desde os anos 90, com um aumento gradual das doações – chegando à maior delas, ao Fundo Geral da agência, em 2011. A contribuição geral do Brasil para a agência contabiliza dois milhões de dólares, incluindo duas contribuições de 200 e 500 mil dólares para o campo Nahr el-Bared (Líbano) em 2008 e 2010, respectivamente. No ano passado, o país contribuiu com 200 mil dólares para os principais programas da UNRWA.

fonte: Nações Unidas no Brasil

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

ONU tenta lidar com desnutrição e sarampo em campos de refugiados somalis e alerta para superlotação

A ONU anunciou nesta sexta-feira, 2, que vai intensificar a distribuição de alimentos nos campos de refugiados somalis na Etiópia, após comprovar que a taxa de desnutrição aguda aumenta de forma alarmante, particularmente entre as crianças.

Os novos refugiados chegam cada vez em piores condições nutricionais, o que foi confirmado por exames médicos, disse em entrevista coletiva o porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), Adrian Edwards.

Edwards já havia dito, em setembro, que "as taxas de mortes estão alcançando níveis alarmantes" no acampamento de Kobe, um dos quatro centros do "complexo Dolo Ado", no sul da Etiópia.

Ao todo, 25 mil pessoas vivem no acampamento, onde "um possível surto de sarampo, unido às altas taxas de desnutrição severa, parecem ser as principais causas das mortes", segundo o funcionário. Edwards explicou que em Dolo Ado foram confirmados 148 casos de sarampo e 11 mortes pela doença.

"Esta combinação fatal causou historicamente taxas similares de óbitos em crise alimentícias prévias na região", assinalou o porta-voz do Acnur, segundo quem terá início de forma "imediata" um plano de vacinação em todos os campos.

A primeira fase de vacinação já foi completada no acampamento de Kobe, incluindo todas as crianças entre seis meses e 15 anos, e o programa será estendido. Christopher Haskew, analista do Acnur em saúde pública, indicou que o sarampo "é altamente contagioso e pode ter efeito devastador nas crianças, especialmente nas mal alimentadas".

Enquanto isso, a 250 quilômetros ao norte de Dolo Ado, o êxodo de somalis que fogem da seca e da guerra continua constante, com a chegada de 17,5 mil novos refugiados nas últimas seis semanas às regiões etíopes de Gode e Afder. A maioria dos refugiados vem de regiões somalis e 95% são mulheres e crianças pequenas, "a maioria em situação nutricional e de saúde precária", como destacou Edwards.

Os membros da Acnur descreveram a situação geral como "desesperadora" e fizeram uma nova chamada para o envio de ajuda humanitária, já que essa área da Etiópia não tem os recursos necessários para assimilar tamanho êxodo.

O governo etíope respondeu com o envio de comida para alimentar essas pessoas durante o período de um mês, mas advertiu que as condições de alojamento e de assistência sanitária são igualmente dramáticas. "A falta de refúgio e de ajuda sanitária, a pouca higiene e a superlotação poderiam gerar diarreias severas e sarampo", advertiu o porta-voz do Acnur.

Uma média de dez crianças com menos de cinco anos morrem diariamente nos acampamentos da Acnur na Etiópia. Edwards informou que em quatro assentamentos de refugiados neste país foi comprovado que as crianças somalis apresentam taxas de desnutrição aguda que varia entre 10% e 19%. O organismo considera que uma taxa de 1% reflete já uma situação de emergência.

Em uma tentativa de evitar que a situação piore, as agências humanitárias da ONU concordaram em aumentar os pontos de distribuição de alimentos nos acampamentos, abrir novos centros de alimentação terapêutica e adotar medidas adicionais para garantir que as crianças desnutridas recebam os complementos nutricionais necessários.

Trabalhadores comunitários irão de barraca em barraca, onde os refugiados estão abrigados, para buscar as crianças desnutridas que ainda não estão inscritas para receber o tratamento. Apesar destas ações, Edwards reconheceu que o mais provável é que as taxas de desnutrição se mantenham altas nas próximas semanas até que a situação se estabilize.

O porta-voz disse que na segunda-feira começará o ano letivo no campo de refugiados de Dabaab (Quênia), o maior do mundo com 400 mil residentes - a maioria deles somalis - e onde 40 mil crianças se preparam para começar as aulas, embora os pequenos em idade escolar sejam na realidade, 156 mil.

Só neste ano chegaram a Dadaab 154 mil novos refugiados, dos quais a metade são crianças. Segundo os cálculos do Acnur, existe um professor - que na maioria dos casos também é refugiado - para cada 100 alunos.

Fonte: Estadão