sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Mais detidos e indiciados por exploração sexual de brasileiras

Durou toda a noite o interrogatório dos quatro policiais detidos, na segunda- feira, acusados de pertencer a uma rede internacional de tráfico de mulheres brasileiras com fim de exploração sexual na Espanha. E, hoje de manhã, houve uma quinta detenção. A chamada “Operação Carioca” foi iniciada há um ano e já conta com mais de 50 detidos e indiciados. Os detidos esta semana trabalham nos departamentos de Segurança Cidadã e de Polícia Judicial, em Lugo (Galícia). As detenções foram resultado de conversas telefônicas gravadas, que mostraram uma ampla participação da polícia nesta rede criminosa, que negociava com, pelo menos, cinco prostíbulos da Galícia, no noroeste da Espanha. As brasileiras eram obrigadas a exercer a prostituição em um regime de escravidão, sob ameaça de violência física e promessas de regularização do visto de residência e trabalho. A cúpula policial da Brigada de Imigração de Lugo também estaria vinculada diretamente a esta rede internacional de tráfico de mulheres. Logo depois da detenção de um ex-policial (Armando Lorenzo), os investigadores da “Operação Carioca” gravaram uma conversa telefônica entre duas das vítimas da rede, na qual uma explica para a outra que “Armando foi preso de bobeira, mas Linares, Evaristo e Castro faziam favores”. Castro, que seria Eduardo Castro, número 2 do departamento, acaba de ser detido; e Evaristo Rodríguez, o chefe da Brigada de Imigração da Polícia Nacional de Lugo, foi indiciado pela juíza Pilar de Lara Cifuentes, que investiga o caso. Linares seria Alberto Linares, chefe da Área de Trabalho do Governo de Lugo. Outro indiciado é o policial Francisco Fernández, que trabalhava no aeroporto madrilenho de Barajas, no controle de imigração, e é acusado de receber 300 euros por cada mulher que permitia entrar na Espanha.
Fonte: oglobo

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