Dos 430 refugiados que vieram para o Brasil, 220 tiveram o Estado como destino
Léo Gerchmann | leo.gerchmann@zerohora.com.br
Dados recentes do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) mostram que, dos 430 refugiados reassentados no Brasil, 220 – mais da metade – estão distribuídos em 15 municípios do Rio Grande do Sul.
Trata-se de pessoas que se viram obrigadas a deixar seus países e que, depois, não se adaptaram ao país para onde foram, tendo de escolher um terceiro lar – e o Estado tem se tornado um polo a atraí-las.
O universo total de refugiados no Brasil é de 4.401 (3.971 pessoas que têm no país seu primeiro destino e 430 reassentados). Desse número de 3.971, porém, não há uma apuração com a distribuição exata. De qualquer forma, também nesse universo mais amplo, o Rio Grande do Sul apareceria com destaque, ladeando Rio de Janeiro e São Paulo.
E um detalhe importante: se você é neto de pessoas que vieram ao Brasil fugindo de perseguições, saiba que, tecnicamente, esse seu ascendente não é imigrante – ele é refugiado, nomenclatura usada pelo Acnur apenas a partir de 1951.
O diagnóstico é que o Estado, ao mesmo tempo em que abriga manifestações isoladas de racismo, tem, no coletivo, um sentimento de receptividade e compreensão quanto aos anseios de quem chega disposto a produzir e ser assimilado.
— O Rio Grande do Sul tem sido o Estado mais acolhedor e sensível a questões de fundo político que afastam as pessoas de seus lares. Porto Alegre é considerada uma “cidade solidária”. O exemplo mais significativo é o dos palestinos que, certa vez, flagrados fazendo compras em um supermercado, foram aplaudidos.
Essa solidariedade é importante – assinala, em resposta a Zero Hora, por videoconferência, o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, que preside o Comitê Nacional para Refugiados (Conare).
O diagnóstico é que o Estado, ao mesmo tempo em que abriga manifestações isoladas de racismo, tem, no coletivo, um sentimento de receptividade e compreensão quanto aos anseios de quem chega disposto a produzir e ser assimilado.
— O Rio Grande do Sul tem sido o Estado mais acolhedor e sensível a questões de fundo político que afastam as pessoas de seus lares. Porto Alegre é considerada uma “cidade solidária”. O exemplo mais significativo é o dos palestinos que, certa vez, flagrados fazendo compras em um supermercado, foram aplaudidos.
Essa solidariedade é importante – assinala, em resposta a Zero Hora, por videoconferência, o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, que preside o Comitê Nacional para Refugiados (Conare).
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