Por RTP Notícias
Os rockets palestinianos têm sido alvo de melhoramentos técnicos que em breve os colocarão em condições de atingir todo o território israelita. É um assunto para ser tratado pelo sistema de defesa israelita “Cúpula de Ferro” - garantias que não sossegam os refugiados africanos que chegaram a Israel e se queixam de ser deixados à sua sorte durante os ataques do Hamas, sem ordens precisas sobre o que fazer.
Os refugiados africanos que procuraram asilo em Israel têm-se queixado do procedimento das autoridades desde que – numa resposta às operações israelitas contra a Faixa de Gaza - recomeçaram os ataques com os foguetes Qassam do Hamas contra território israelita.
Os foguetes artesanais palestinianos – frequentemente designados de Qassam - têm alargado o seu raio de acção, fruto das evoluções que sofreram nos últimos anos. A cidade de Telaviv, que costumava estar a coberto destes ataques, é também agora frequentemente visada pela artilharia artesanal do Hamas.
No entanto, também a resposta israelita é agora diferente: o sistema Iron Dome (Cúpula de Ferro, numa tradução literal) é desde 2011 a arma mais importante do Estado hebreu contra estes ataques. Trata-se de um sistema constituído por baterias de mísseis mais ou menos móveis com capacidade para interceptar os Qassam palestinianos em pleno ar.
É um sistema de defesa que, segundo os seus patrocinadores, permite aos cidadãos israelitas manter um quotidiano muito aproximado ao normal mesmo quando soam as sirenes de ataque.
Quem não se sente tão seguro quanto isso são os cidadãos africanos que procuraram refúgio ou asilo em Israel.
Falta de informação ou informação numa língua estranha
O jornal israelita Haaretz dá conta de várias experiências relatadas por cidadãos africanos que vivem esta realidade nova dos Qassam com sensação de abandono e medo - traços comuns a dezenas de milhares de refugiados assim que as sirenes enchem os ares.
De acordo com vários testemunhos, nos arredores a sul de Telaviv as queixas têm a ver com a ausência de instruções sobre os procedimentos a adoptar durante os ataques.
No centro de detenção de Holot, no Neguev, as queixas também têm a ver com a ausência de tradução. Afirmam os refugiados africanos que as sirenes são depois acompanhadas de instruções em hebraico, língua que muitos não compreendem; e queixam-se ainda do facto de as salas de segurança permanecerem fechadas durante os ataques.
As autoridades do centro prisional afirmam que existem avisos em árabe e que foram feitos exercícios para determinar as rotinas durante os ataques, o que foi desmentido pelos cidadãos africanos contactados pelo Haaretz.
Afirmam ainda as autoridades prisionais que durante as situações de emergência as instruções são repetidas em hebraico, inglês e em língua tigrínia (idioma comum aos judeus da Etiópia). Uma garantia que é quase integralmente decalcada pelas autoridades municipais de Telaviv.
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