sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O boom da economia alemã e a demanda por imigrantes

Os principais institutos de pesquisa acabam de divulgar dados bastante positivos sobre um "boom" da economia alemã. Segundo suas previsões, o PIB (Produto Interno Bruto) cresce este ano em 3,5% e não em 1,5%, como era esperado antes. No ano passado, a taxa de crescimento foi negativa, quer dizer, o PIB caiu em 4,7%.

Pouco depois da crise, quando as noticias eram apenas negativas, os novos dados causaram um clima de otimismo. Para os institutos, a taxa de crescimento atual pode ser comparada com o boom causado pela sede de consumo do leste alemão há vinte anos, por ocasião da reunificação alemã.

Como já acontecia antes, o forte do crescimento está concentrado nas exportações, mas também o consumo interno, o ponto mais fraco, melhorou. Para o ministro da economia, Rainer Brüderle, trata-se de “uma aceleração XL”. Para 2011, a previsão é de um crescimento de cerca de 2%.

Mas o crescimento está construido sobre alicerces fracos. Segundo os analistas, a falta de mão de obra especializada poderá ser um freio já nos próximos meses. Klaus Zimmermann, do Instituto de Pesquisa Econômica (DIW), afirmou que seria necessária a imigração de 500 mil estrangeiros, todos os anos, para preencher a demanda por mão de obra especializada.

A proposta para a abertura da Alemanha para imigrantes foi porém acompanhada de protestos dos conservadores. Horst Seehofer, governador da Baviera e presidente da União Social Cristã (CSU), partido que faz parte da aliança do governo da chanceler federal Angela Merkel, defendeu o fechamento das fronteiras para imigrantes muçulmanos, que teriam problemas de integração. Por trás da palavra "integração", está o receio dos conservadores de novos imigrantes pobres, que correriam o risco de viver às custas da ajuda do estado.


FONTE: oglobo

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